Pote

  • Museu: Palácio Nacional de Queluz
  • Nº de Inventário: PNQ 51
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Cerâmica
  • Autor: Pintor (-)
  • Datação: Século 16/17
  • Suporte: Porcelana branca
  • Técnica: Vidrada
  • Dimensões (cm): Alt. 42,9 x Diâm. 34
  • Descrição: Pote de forma ovóide (guan), de colo curto, em porcelana branca com decoração azul-cobalto sob o vidrado. Decoração compartimentada em quatro grandes paineis brancos contendo rochedo decorativo estilizado, com peónias, lótus, crisântemos e ameixieira (as "Flores das Quatro Estações"), sobre fundo de suásticas separadas por bandas brancas entrecruzadas com pequenas flores de seis pétalas no centro e cabeças de ruyi nas extremidades. No ombro, quatro pequenos medalhões preenchidos com frutos (pêssegos, romãs e ameixieiras) separadas por encanastrado de suásticas. O colo, curto, é decorado com enrolamento clássico. Junto à base, friso de painéis de lótus, muito estilizados.
  • Origem/Historial: Integra a relação de objetos transferidos do Convento de Santos-o-Novo para o Palácio Nacional de Queluz, em 14 de novembro de 1921. Em 1894 foi arrolada com o nº 739 no Capítulo 2º dos "Outros objetos pertencentes ao culto divino que foram encontrados na egreja, capellas e oficinas do convento (…) Jarrões - Dois, differentes, de louça da India, com ramagens azues". Verba nº 435 do “Auto de arrolamento e conferência dos bens existentes no edifício do Convento e Santos-o-Novo e que são pertença do Património Nacional”, de 25 de outubro de 1921; "Um par (1) de jarrões de loiça da India, com ramagens azuis (Verba nº 739)". Verba nº 435 do “Auto de remessa dos objectos pertencentes ao extinto Recolhimento de Santos-o-Novo para o Palácio Nacional de Queluz” de 14 de novembro de 1921; " Um par (1) de jarrões de loiça da India, com ramagens azuis". Nº 316 do inventário dos Salvados de 1934 (realizado após o incêndio que deflagrou no Palácio de Queluz, em outubro de 1934), conferido pelas verbas do inventário de Santos-o-Novo pertencentes aos objetos que foram remetidos para o Palácio Nacional de Queluz; "Um jarrão de louça da Índia com ramagens azuis. (Com o nº 435 parte)". Nº 51 dos Cadastros de 1938 e 1939. Nº 50 do Cadastro dos Bens do Domínio Público de 1941, nº de ordem 94; "Jarrão oriental, fundo branco, decoração azul; alt.0,41m (nº 316 do inventário dos Salvados / nº 435 Stºs-o-Novo)". O Convento de Santos-o-Novo, também conhecido por antigo convento das Comendadoras da Ordem de Santiago, foi extinto a 9 de maio de 1895, o recheio foi distribuído por várias instituições (Museu Nacional de Arte Antiga, Palácio Nacional de Queluz) e vendido em hasta pública. Toda a documentação referente ao Convento de Santos-o-Novo encontra-se no Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
  • Incorporação: Verba nº 435 do Convento de Santos-o-Novo, 1921; Nº 316 do Inventário dos Salvados de 1934; Nº 50 do Cadastro dos Bens do Domínio Público de 1941, nº de ordem 94.

Bibliografia

  • CAT. - Inventário do Palácio de Queluz - Colecção de Cerâmica. Lisboa: IPPAR, 2002
  • KRAHL, Regina; HARRISON-HALL, Jessica - Ancient Chinese Trade Ceramics from the British Museum. Republic of China: National Museum of History, 1994

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