Capa de Asperges
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Museu: Palácio Nacional de Queluz
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Nº de Inventário: PNQ 510/1
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Têxteis
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: Século 18
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Suporte: Seda
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Técnica: Tecido: damasco de seda espolinada (?)
Forro: tafetá de seda e cânhamo (?)
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Dimensões (cm): Comp. 306 x Alt. 155 x Diâm. Aba 500
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Descrição: Capa de Asperges em damasco de seda roxo, formada por seis panos, decorada a fio metálico dourado. Galão tecido a fio metálico dourado e fio de seda amarelo a formar o sebasto.
Capuz com galão de duas larguras rematado por entrançado de nós e franjado de fio metálico dourado e fio de seda.
Decoração de motivos vegetalistas com medalhões de grinaldas de flores, nos quais se inserem ramagens de flores e folhas.
Forro de tafetá de linho e cetim de seda.
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Origem/Historial: Os paramentos roxos eram usados durante o culto litúrgico, no Advento e na Quaresma
Pluvial, Capa de Asperges - Capa semi-circular, podendo unir na frente por pequeno rectângulo de tecido ou peça metálica - o firmal. Nas costas, apresenta uma peça destacada em forma de escudete, frequentemente presa por elementos de passamanaria - o capuz. Executada em tecido(s), e/ou bordado, com galões e franjas. É essencialmente uma veste processional, também usada em bençãos solenes e outras.
É uma veste superior usada por todo o clero, do Papa aos cantores e, mesmo, nalgumas igrejas, pelos meninos de coro, em cerimónias solenes, excepto a missa, nas vésperas, na procissão ou na bênção do Santíssimo e, pelo presbítero assistente, na celebração de missa pontifical. Geralmente, de seda ou tecido com trama dourada ou prateada, é cortada em semicírculo e a cor varia consoante o tempo litúrgico e a dignidade eclesiástica de quem a usa. A capa, no início, apresentava um capuz que progressivamente se transformou numa peça destacada em forma de escudete, orlada por galão e franja (capuz de capa). A abertura é orlada por uma banda de tecido diferente e delimitada por galão (sebasto), geralmente muito decorada (em italiano, diz-se "stolone"; em francês, diz-se "orfrois"); os dois lados unem-se por uma pala de tecido com colchetes ou por um broche metálico (firmal), reservado ao Papa, cardeais e bispos.
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Incorporação: Nº ordem 918 de 1941. Colecção da Casa Real ?
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Bibliografia
- THESAURUS - Vocabulário de Objectos de Culto Católico. Vila Viçosa: Fundação da Casa de Bragança, 2004