Espelho de Tremó

  • Museu: Palácio Nacional de Queluz
  • Nº de Inventário: PNQ 1376/2
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Mobiliário
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 18
  • Suporte: Carvalho
  • Técnica: Talha dourada
  • Dimensões (cm): Alt. 254 x Larg. 108,5
  • Descrição: Espelho de Tremó, com moldura oval, profusamente decorada com concheados e festões de flores presos por laços em talha vazada e dourada. Eixo vertical marcado, na parte superior, por urna com ramo de flores em palmito e, na parte inferior, por medalhão e treliça de flores.
  • Origem/Historial: Adquirido pelo Estado em 1948 O Palácio de Queluz possui além deste par, outros exemplares de tremós semelhantes (PNQ 206A e 1377) de excelente qualidade de execução e que atestam bem o nível artístico e profissional dos nossos marceneiros que, infelizmente não tinham o hábito de marcar a sua produção pelo que só muito raramente se consegue identificar a sua autoria. O par de tremós aqui exposto um interessante documento de assimilaçãoe adaptação da gramática decorativa Chippendale e de uma ainda tímida introdução de alguns raros elementos do novo gosto neoclássico, que definiu a chamada época de transição entre o estilo D. José e D. Maria, marcada essencialmente por uma grande leveza na decoração. O espelho destes tremós apresenta, alías, bastantes semelhantes com uma moldura desenhada pelo marceneiro J. F. Paiva, depois de 1779 e inspirda em modelos de mobiliário inglês. O tremó, móvel de origem francesa destinado a decorar as salas de aparato, preenchendo os espaços de parede entre portas e janelas, só deve ter sido divulgado em Portugal em meados do século XVIII, cerca de 50 anos mais tarde do que em França. De facto, para a decoração do Palácio de Queluz, encontramos a primeira referência a este tipo de móvel em 1762, numa conta paga ao pintor José dos Santos Carvalho, do " dourado de dois tormozes grandes para a ante Sala grande da parte do Sul" ( ANTT, C.I: / Quinta de Queluz, cx. 2. Maço 3, 1762), exactamente a sala onde nos encontramos. A partir desta data e até 1801, inúmeras as referências a aquisições a marceneiros portugueses de tremós ou grades de talha para os tremós, ou "pés de tremós" como eram designados, o que prova a sua popularidade na corte Queluz (AHMF, cx. 72, doc 11).
  • Incorporação: Adquirido em 1948, Nº de ordem 3 de 1948

Bibliografia

  • CAT. - Triomphe du Baroque, Palais des Beaux-Arts (19 Septembre-29 Décembre 1991). Bruxelles: Europália 91, 1991

Exposições

  • Triomphe du Baroque

    • Palais des Beaux-Arts, Bruxelles
    • 19/9/1991 a 29/12/1991
    • Exposição Física
  • Triunfo do Barroco

    • Centro Cultural de Belém
    • 10/6/1993 a 23/9/1993
    • Exposição Física

Multimédia

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