Busto de Herói

  • Museu: Palácio Nacional de Queluz
  • Nº de Inventário: PNQ 3105
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Escultura
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1757/1763
  • Técnica: Esculpida/Entalhada
  • Dimensões (cm): Alt. 78 x Larg. 67 x Prof. 25
  • Descrição: Busto de Herói, em pedra mármore, virado à direita. Cabeça com elmo emplumado; busto coberto por armadura com escamas e envolto em manto drapeado, que dá um nó sob o peito; colar (?) perlado, com pendente. Tardoz escavado. Assenta sobre peanha em mármore cinzento.
  • Origem/Historial: A peça é referida nos inventários de 1763, fl.94v e 1798 fl 3r: "L. emq. sehandem Lançar osbens moveis do Palacio de Quelus Lixª. 26 de Março de 1763 (...) Comresponde aesta frente o exterior do Portico do Passo com 8, Estatuas demeyos corpos sobre Pilares de pedra parda, ( de pedra preta fina) e elles de Jaspe 1 ditta dedº. de Armas brancas; á direyta (?)" "Inventario dos Moveis existentes nas Reaes Quintas de Queluz, e Cachias; e na Horta do Paço da Bemposta. Com h~ua Relaçaô circunstanciada de todas as suas arvores, e Arbustos frutiferos e Silvestres. Em 31 de Dezembro de 1798 Para Vossa Alteza Real ver. Alexandre Rodrigues Ferreira (...) Bustos de dª. montados em Pedestaes Na Praça da entrada da Quinta.....6 do Jardim do Palacio.....10 do dº. Botanico.....10 da Casa das Murtas.....2 _____ 28 " Relativamente à escultura em pedra existente nos Jardins de Queluz, para além da de produção portuguesa, essencialmente em lioz, mármore de Pêro Pinheiro e pedra de Ançã, é importante mencionar a importação de escultura em mármore, de Itália, nomeadamente de Génova. O agente da encomenda italiana vinda para Queluz, foi Nicolau Possolo, estabelecido em Lisboa, e as peças vieram entre 1757, 1760 e 1765. As esculturas não eram adquiridas para um espaço determinado e muitas vezes iam mudando de posição, à medida que o jardim se desenvolvia e a decoração de alterava. Muitas estátuas eram policromadas, para parecerem tão próximas da realidade quanto possível, enquanto outras eram parcialmente douradas. A presença de estátuas espalhadas nos jardins ajuda à marcação de perspectivas, de entradas e sublinha os diversos planos, regulariza a paisagem. As Esculturas ritmam o espaço, o que faz delas peças fundamentais da arquitectura paisagística. Na iconografia barroca é grande a importância da Alegoria, pela duplicação de significados e pelo seu carácter didáctico. Existia então uma nova visão da história e da mitologia, que as via como imagens alegóricas, que apresentavam um sentido retórico, celebrativo e moralizante. Em Queluz, são vários os exemplos desta realidade. O Canal foi ornamentado com estátuas e urnas em mármore e a alameda que ligava à Barraca Rica estava ornada com bustos também em mármore, de heróis e heroínas da Antiguidade, assentes sobre pedestais. Na Fachada das Cerimónias, ao longo da balaustrada, junto ao telhado, a colocação de esculturas, veio acrescentar movimento ao seu traçado. Na balaustrada de pedra que circunda o Jardim de Neptuno/Pênsil observam-se estátuas italianas, em mármore, cuja temática mitológica se relaciona com o jardim ou com a vida bucólica. O Jardim de Malta viu-se completado na sua harmonia com a presença, novamente, de bustos de heróis e heroínas da Antiguidade Clássica, colocadas sobre pilastras adoçadas à fachada. A Cascata Grande, desenhada por Robillion, tinha estátuas na balaustrada que a remata.
  • Incorporação: Encomenda da Casa Real

Bibliografia

  • AFONSO, Simonetta Luz; DELAFORCE, Angela - Palácio de Queluz - Jardins. Lisboa: Quetzal Editores, 1989
  • LEITE, Ana Cristina; Paulo Pereira (direcção) - Alegoria do Mundo: a arte dos jardins, in: História da Arte Portuguesa, 3º Vol.. Barcelona: Círculo dos Leitores, 1995
  • RODRIGUES, Ana Duarte - Exemplos de Decorum: De Decorum natura nos jardins barrocos portugueses, in: revista de História de Arte nº3, 2007. Lisboa: Edições Colibri, 2007
  • LUCKHURST, Gerald, RODRIGUES, Ana Duarte, PEREIRA, Denise, Os Jardins do Palácio Nacional de Queluz, Palácio Nacional de Queluz / Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1ª edição, Outubro de 2011, 151 pgs.

Multimédia

  • 10675.jpg

    Imagem
  • 939.jpg

    Imagem
  • 847.jpg

    Imagem
  • 941.jpg

    Imagem
  • 10677.jpg

    Imagem
  • 10679.jpg

    Imagem
  • 940.jpg

    Imagem
  • 942.jpg

    Imagem
  • 10678.jpg

    Imagem
  • 10676.jpg

    Imagem