Figuras da Infância

  • Museu: Palácio Nacional de Queluz
  • Nº de Inventário: PNQ 3127
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Escultura
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1757/1765
  • Técnica: Esculpida/Entalhada
  • Dimensões (cm): Alt. 148 x Larg. 91 x Prof. 53
  • Descrição: Grupo escultórico, em vulto perfeito, de corpo inteiro, em mármore, representando par de Figuras da Infância brincando. O menino do lado esquerdo está sentado numa rocha, com as pernas traçadas, dirigindo o olhar para o outro menino; usa um manto sobre as costas e o ombro direito, caíndo sobre o mesmo lado, passando por entre as pernas; segura na mão direita alguns frutos que dá ao outro menino e tem junto a si, no seu lado direito, um cesto com frutos, para onde aponta com a mão contrária. O outro menino está em pé e come uvas de um cacho que segura na mão esquerda; a sua mão contrária parece recolher frutos que o outro menino lhe oferece; o seu pé direito está sobre a rocha e o outro está suspenso no ar; tem o corpo totalmente descoberto, com excepção do referido manto que lhe cobre o lado direito do corpo. Sob os meninos, rocha com folhas.
  • Origem/Historial: Esta peça vem referida nos inventários de 1763/1776, fl.94v e 1798 fls. 2v, 3v e 4r. "Continua o Jardim novo Nafrente, efim do d.º balaustrada com 12,, feguras da Infancia coleadas humas com outras (12 feguras da Infancia divididas em 6 partes cada uma em diferentes objetos. Entre estas,) ", Palácio de Queluz. Jardins, Afonso e Delaforce, p. 45. "No mesmo ano [1760] foi avaliada outra mercadoria, adquirida a um tal Rodrigo Lessert, que incluia uma figura de Ceres sentada e os grupos de meninos de mármore (...) ", Palácio de Queluz. Jardins, Afonso e Delaforce, p. 18. Relativamente à escultura em pedra existente nos Jardins de Queluz, para além da de produção portuguesa, essencialmente em lioz, mármore de Pêro Pinheiro e pedra de Ançã, é importante mencionar a importação de escultura em mármore, de Itália, nomeadamente de Génova. O agente da encomenda italiana vinda para Queluz, foi Nicolau Possolo, estabelecido em Lisboa, e as peças vieram entre 1757, 1760 e 1765. As esculturas não eram adquiridas para um espaço determinado e muitas vezes iam mudando de posição, à medida que o jardim se desenvolvia e a decoração de alterava. Muitas estátuas eram policromadas, para parecerem tão próximas da realidade quanto possível, enquanto outras eram parcialmente douradas. A presença de estátuas espalhadas nos jardins ajuda à marcação de perspectivas, de entradas e sublinha os diversos planos, regulariza a paisagem. As Esculturas ritmam o espaço, o que faz delas peças fundamentais da arquitectura paisagística. Na iconografia barroca é grande a importância da Alegoria, pela duplicação de significados e pelo seu carácter didáctico. Existia então uma nova visão da história e da mitologia, que as via como imagens alegóricas, que apresentavam um sentido retórico, celebrativo e moralizante. Em Queluz, são vários os exemplos desta realidade. O Canal foi ornamentado com estátuas e urnas em mármore e a alameda que ligava à Barraca Rica estava ornada com bustos também em mármore, de heróis e heroínas da Antiguidade, assentes sobre pedestais. Na Fachada das Cerimónias, ao longo da balaustrada, junto ao telhado, a colocação de esculturas, veio acrescentar movimento ao seu traçado. Na balaustrada de pedra que circunda o Jardim de Neptuno/Pênsil observam-se estátuas italianas, em mármore, cuja temática mitológica se relaciona com o jardim ou com a vida bucólica. O Jardim de Malta viu-se completado na sua harmonia com a presença, novamente, de bustos de heróis e heroínas da Antiguidade Clássica, colocadas sobre pilastras adoçadas à fachada. A Cascata Grande, desenhada por Robillion, tinha estátuas na balaustrada que a remata.
  • Incorporação: Encomenda da Casa Real

Bibliografia

  • AFONSO, Simonetta Luz; DELAFORCE, Angela - Palácio de Queluz - Jardins. Lisboa: Quetzal Editores, 1989
  • FERRO, Maria Inês - O Palácio e os Jardins. London: IPPAR e Scalla Books, 1997
  • LEITE, Ana Cristina; Paulo Pereira (direcção) - Alegoria do Mundo: a arte dos jardins, in: História da Arte Portuguesa, 3º Vol.. Barcelona: Círculo dos Leitores, 1995
  • RODRIGUES, Ana Duarte - Exemplos de Decorum: De Decorum natura nos jardins barrocos portugueses, in: revista de História de Arte nº3, 2007. Lisboa: Edições Colibri, 2007
  • LUCKHURST, Gerald, RODRIGUES, Ana Duarte, PEREIRA, Denise, Os Jardins do Palácio Nacional de Queluz, Palácio Nacional de Queluz / Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1ª edição, Outubro de 2011, 151 pgs.

Multimédia

  • 030 _MG_2274 - Grupos de Meninos (sobre a balaustrada do Jar.jpg

    Imagem
  • 1000.jpg

    Imagem
  • 8941.jpg

    Imagem
  • 10891.jpg

    Imagem
  • 10892.jpg

    Imagem
  • 10893.jpg

    Imagem
  • 10894.jpg

    Imagem
  • 10895.jpg

    Imagem
  • 10896.jpg

    Imagem
  • 10897.jpg

    Imagem
  • 10898.jpg

    Imagem
  • 10899.jpg

    Imagem
  • 10900.jpg

    Imagem
  • 10901.jpg

    Imagem
  • 10902.jpg

    Imagem
  • 10903.jpg

    Imagem
  • 10904.jpg

    Imagem
  • 10905.jpg

    Imagem
  • 10906.jpg

    Imagem
  • 10907.jpg

    Imagem