Ninfa Egéria

  • Museu: Palácio Nacional de Queluz
  • Nº de Inventário: PNQ 3183
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Escultura
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1757/1763
  • Técnica: Esculpida/Entalhada
  • Dimensões (cm): Alt. 148 x Larg. 59 x Prof. 41
  • Descrição: Escultura em mármore, em vulto perfeito, de corpo inteiro, em pé, virada à direita, representando Ninfa Egéria. Cabelo comprido apanhado atrás, caindo sobre o ombro esquerdo. Nua, usa um manto drapeado que lhe envolve as costas, passa por cima do ombro esquerdo, cruza à frente e é apanhado pela mão direita. Do lado direito, golfinho na vertical. Perna esquerda ligeiramente flectida, pousando o pé sobre um concha.
  • Origem/Historial: Esta peça é referida nos inventários de 1763/1776 fl.90r: "L. emq. sehandem Lançar osbens moveis do Palacio de Quelus. Lixª 26 de Março de 1763 (...) 1 Ditta empê coaze nua com hum golfinho ao lado direyto, inclinada ao mesmo quereprezenta a Nifa Geriade 6ps. e 3/10 a pº. e 5/10. Relativamente à escultura em pedra existente nos Jardins de Queluz, para além da de produção portuguesa, essencialmente em lioz, mármore de Pêro Pinheiro e pedra de Ançã, é importante mencionar a importação de escultura em mármore, de Itália, nomeadamente de Génova. O agente da encomenda italiana vinda para Queluz, foi Nicolau Possolo, estabelecido em Lisboa, e as peças vieram entre 1757, 1760 e 1765. As esculturas não eram adquiridas para um espaço determinado e muitas vezes iam mudando de posição, à medida que o jardim se desenvolvia e a decoração de alterava. Muitas estátuas eram policromadas, para parecerem tão próximas da realidade quanto possível, enquanto outras eram parcialmente douradas. A presença de estátuas espalhadas nos jardins ajuda à marcação de perspectivas, de entradas e sublinha os diversos planos, regulariza a paisagem. As Esculturas ritmam o espaço, o que faz delas peças fundamentais da arquitectura paisagística. Na iconografia barroca é grande a importância da Alegoria, pela duplicação de significados e pelo seu carácter didáctico. Existia então uma nova visão da história e da mitologia, que as via como imagens alegóricas, que apresentavam um sentido retórico, celebrativo e moralizante. Em Queluz, são vários os exemplos desta realidade. O Canal foi ornamentado com estátuas e urnas em mármore e a alameda que ligava à Barraca Rica estava ornada com bustos também em mármore, de heróis e heroínas da Antiguidade, assentes sobre pedestais. Na Fachada das Cerimónias, ao longo da balaustrada, junto ao telhado, a colocação de esculturas, veio acrescentar movimento ao seu traçado. Na balaustrada de pedra que circunda o Jardim de Neptuno/Pênsil observam-se estátuas italianas, em mármore, cuja temática mitológica se relaciona com o jardim ou com a vida bucólica. O Jardim de Malta viu-se completado na sua harmonia com a presença, novamente, de bustos de heróis e heroínas da Antiguidade Clássica, colocadas sobre pilastras adoçadas à fachada. A Cascata Grande, desenhada por Robillion, tinha estátuas na balaustrada que a remata.
  • Incorporação: Encomenda da Casa Real

Bibliografia

  • AFONSO, Simonetta Luz; DELAFORCE, Angela - Palácio de Queluz - Jardins. Lisboa: Quetzal Editores, 1989
  • LEITE, Ana Cristina; Paulo Pereira (direcção) - Alegoria do Mundo: a arte dos jardins, in: História da Arte Portuguesa, 3º Vol.. Barcelona: Círculo dos Leitores, 1995
  • MARTIN, René - Dicionário Cultural da Mitologia Greco-Romana. Lisboa: Pbl. Dom Quixote, 1995
  • RODRIGUES, Ana Duarte - Exemplos de Decorum: De Decorum natura nos jardins barrocos portugueses, in: revista de História de Arte nº3, 2007. Lisboa: Edições Colibri, 2007

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