Espelho de Tremó
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Museu: Palácio Nacional de Queluz
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Nº de Inventário: PNQ 1402/2
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Super Categoria:
Arte
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Categoria: Mobiliário
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Autor:
Autor desconhecido (-)
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Datação: Século 19
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Suporte: Madeira de mogno
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Técnica: Madeira polida
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Dimensões (cm): Alt. 134 x Larg. 93
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Descrição: Espelho de Tremó, forma rectangular, terminando em frontão triangular, em madeira de mogno e com aplicações de bronze. O frontão é decorado com aplicação de bronze representando duplo chacal alado com palmeta ao meio. No entablamento painel de vidro "églomisé" representando meninos em cortejo num ritual da Antiguidade Clássica. O entablamento assenta sobre cabeças egípcias e palmetas que decoram a parte lateral da moldura. Parte inferior com estrelas.
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Origem/Historial: É de referir a notável semelhança entre a placa de vidro "églomisé" aplicada neste móvel e as peças do mobiliário russo desta época que apresentam também placas decoradas com tema mitológicosincorporadas nos móveis e combinadas com bronzes dourados, por vezes também de grandes parecenças com os deste tremó. Se bem que a técnica tenha sido inicialmente aplicada em grandes placas de vidro pelo francês Glomy, até cerca de 1876, foi desenvolvida por artesãos de S. Petersburgo, com Christian Meyer e Henrich Gambs desde os finais do séc. XVIII e pelo arquitecto Voronikhine, a partir dos inícios do séc. XIX. (vd. Antoine Chenevière; "Splendeurs du Mobilier Russe" in L'Object dArt, nº 236,Maio de 1990, pp 52-67)
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Incorporação: Adquirido por despacho ministerial de 5/2/1949. Ofício 3.700 proc. 3737/11. Nº de ordem 19 de 1950
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Bibliografia
- CHENEVIÈRE, Antoine - Splendeurs du Moblier Russe, in L'Objecto D'Art nº 236: Maio 1990