Cómoda

  • Museu: Palácio Nacional de Queluz
  • Nº de Inventário: PNQ 145
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Mobiliário
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1752
  • Suporte: Madeira de pinho
  • Técnica: Madeira entalhada; marmoreada e dourada
  • Dimensões (cm): Comp. 156,5 x Alt. 98 x Prof. 66,5
  • Descrição: Cómoda, dita "em Tumba", de forma rectangular em madeira de pinho, entalhada, pintada e dourada e com aplicações de bronze. Tampo rectangular dito em "tumba" com rebordo dourado; frente com três gavetas e três gavetões marmoreados e com frisos dourados. Puxadores de argola fixos e espelhos das fechaduras em metal com desenho "rocaille". Gavetão do meio com motivo decorativo entalhado. Ilhargas entalhadas também com motivos "rocaille" e pés terminando em concheado enrolado.
  • Origem/Historial: As cómodas em forma de "tumba", são muito populares em toda a Europa desta época , servindo as de pés baixos, como é o caso deste par para guardar roupa. Julgamos poder identificá-las com "duas cómodas de pinho que servem de guardar os paramentos do oratório, pintadas a ollio fingido de várias cores de madeiras e pedras na parte superior dellas, tudo envernizado com duas demaos, com ornatos e molduras das gavetas doiradas..." que o pintor José Gonçalves Soares pintou para o "Oratório do quarto inferior" do Palácio de Queluz e que Mateus Vicente de Oliveira, Arquitecto da Casa do Infantado foi avaliar, em 7 de Dezembro de 1752, a fim de o artífice poder vir a ser pago de acordo com a sua estimativa, neste caso no montante de 27$200 reis (ANTT, Casa do Infantado, C. 17/E. 137/P.2 Maço 3, 1751-52). A maior parte das cómodas conhecidas desta época são executadas em pau-santo, o que as tornará extremamente dispendiosas, não só em mão de obra, como no próprio material. Esta solução da estrutura de pinho pintado tinha, não só a vantagem de tornar estes móveis menos dispendiosos, como de permitir uma rápida execução, de acordo com as necessidades da instalação de D. Pedro que começara as obras de remodelação na sua Casa de Campo de Queluz em 1747, e deveria estar desejoso de poder habitá-la.
  • Incorporação: Coleções Reais, fundo antigo do Palácio Nacional de Queluz. Nº de ordem 351 do Cadastro dos Bens do Domínio Público de 1941.

Bibliografia

  • GUEDES, Natália de Brito Correia - O Palácio de Queluz. Lisboa: Livros Horizonte, 1971

Multimédia

  • 7361.JPG

    Imagem
  • 5704.jpg

    Imagem
  • 1561.JPG

    Imagem