Fragmento de taça campaniforme decorada com cervídeos

  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Nº de Inventário: 984.668.3
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Cerâmica
  • Dimensões (cm): Comp. 7,8 x Larg. 13,7 x Esp. 1,1
  • Descrição: Fragmentos de uma taça campaniforme de tipo "Palmela". O bordo é aplanado e espessado internamente, decorado por pequenos losangos pontilhados. O bojo é composto por uma banda horizontal, paralela ao bordo, constituída por quatro faixas em zigue-zague, duas preenchidas por linhas oblíquas, intercaladas por duas lisas, que se encontram limitadas por uma linha a pontilhado. Por baixo, a figuração de um cervídeo e o início de outros dois. Os motivos decorativos apresentam vestígios de depósito calcário, provavelmente intencional. A pasta é castanha, escurecida em algumas zonas, brunida. O desengordurante é de grão fino.
  • Origem/Historial: Casal do Pardo, Palmela. A estação do Casal do Pardo é composta por quatro hipogeus. Foram escavadas, pela primeira vez, em 1876 e 1878 por António Mendes sob a orientação de Carlos Ribeiro, no ano da Exposição Antropológica de Paris, na qual Carlos Ribeiro apresentou materiais desta jazida. Em 1883 as grutas foram visitadas pelo arqueólogo Emílio Cartailhac que as mencionou na sua obra " Les âges préhistoriques de l'espagne et du Portugal ". Estes materiais foram parcialmente publicados por Leite de Vasconcelos na sua obra "As Religiões da Lusitânia". Em 1906 J. Marques da Costa realiza novos trabalhos de escavação nas sepulturas do Casal do Pardo, apresentando a configuração completa dos monumentos. Após a sua morte os materiais foram oferecidos ao MNA pela viúva deste; esses objetos foram devidamente inventariados com os números entre 20650 e 20769. Existem também, neste museu, materiais oferecidos pelo Duque de Palmela, que foram recolhidos pelo arrendatário da Quinta do Anjo e que constam de uma lista generalizada dos objetos, que foram registados no Livro de Entradas do Museu com os números E 1772 a E 1789, assim como foram inventariados com numeração entre 12328 e 12410. Na década de 50 do século passado, foram adquiridos alguns materiais como placas de xisto, laminas de sílex, machados de pedra polida e vasos e fragmentos de cerâmica, destas grutas, a António Figueiredo Festas; não se sabe a data certa da sua incorporação por o documento de aquisição não ter data (somente o ano de 1956, que nos é dado pela classificação económica) e as peças não terem sido inventariadas na altura. Esta peça foi doada pela viúva de Marques da Costa em 1936.
  • Incorporação: Viúva de Marques da Costa

Bibliografia

  • ALVES, Francisco (Direcção) - Portugal das Origens à Época Romana. Lisboa: 1989
  • COSTA, A. I. Marques da - "Estações Pré- Históricas dos Arredores de Setúbal. Grutas Sepulcrais da Quinta do Anjo, in O Arqueólogo Português, vol. VII. Lisboa: Imprensa Nacional, 1907
  • LEISNER, Vera - Dier Megalithgraber der Iberischen Halbinsel: der Westen. Berlin: Walter de Gruyter & Co., 1965
  • LEISNER, Vera Leisner; Georges Zbyszevski, O. da Veiga Ferreira - Les Grottes Artificielles de Casal do Pardo (Palmela) et la Culture du Vase Campaniforme. Lisboa: 1961
  • SOARES, Joaquina - "Os Hipogeus Pré-históricos da Quinta do Anjo". Setúbal: Museu de Arqueologia e Etnografia de Setúbal, 2003
  • Un brindis por el príncipe! El Vaso Campaniforme en el interior de la Península Ibérica (2500-2000 a. C.), Madrid: Museo Arqueológico Regional, 2019. Catálogo de la exposición.

Exposições

  • Portugal - das Origens à Época Romana

    • Museu Nacional de Arqueologia
    • 16/10/1989 a 21/12/1993
    • Exposição Física
  • Vaso Campaniforme. A Europa do 3.º milénio antes de Cristo

    • Museu Nacional de Arqueologia
    • 15/5/2009 a 15/10/2009
    • Exposição Física
  • Un brindis por el príncipe! El Vaso Campaniforme en el interior de la Península Ibérica (2500-2000 a. C.).

    • Madrid
    • 9/4/2019 a 29/9/2019
    • Exposição Física

Multimédia

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