Tampa de sepultura

  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Nº de Inventário: 10291
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Escultura
  • Datação: 1200a.C/900 a.C
  • Dimensões (cm): Alt. 58,5 x Larg. 50,5 x Esp. 4
  • Descrição: Tampa de sepultura fragmentada e irregular, de xisto, do tipo I ou Alentejano (Gomes e Monteiro, 197/) com representação, em relevo, de motivo bi-ancoriforme muito caracteristíco deste tipo de estela. O relevo, foi conseguido pela desbastação da pedra em redor do motivo que se pretendia definir. Os autores que estudaram monumentos com este tipo de representação (motivo bi-ancoriforme), propõem diferentes interpretações. Leite de Vasconcelos (1908) considera-as como machados de gume largo, para Abel Viana (1962) ou Fernando Nunes Ribeiro (1965) seriam armas defensivas sem precisarem o tipo. H. Breuil associa-as a ídolos megalíticos, enquanto que para Martin Almagro (1966) poderiam representar a alma do defunto ou o deus que acolheria o morto. Varela Gomes e Pinho Monteiro (1977) consideram-nas como símbolos de autoridade e poder, enquanto que Caetano Beirão (1973) limita-se a denominá-las de "objectos não identificados". No que à espada diz respeito é possível incluí-la no tipo das de lâmina de bordos rectos da tipologia poposta por Almagro (1966). Este tipo de estelas teriam servido como tampas de sepulturas do tipo cista, que se colocavam horizontalmente sobre as sepulturas. As tampas de sepultura com representações de armas são típicas da região sul do actual território português, estando documentadas numa ampla região, que se estende desde o concelho de Santiago do Cacém ao Algarve.
  • Origem/Historial: *Forma de Protecção: classificação; Nível de Classificação: interesse nacional; Motivo: Necessidade de acautelamento de especiais medidas sobre o património cultural móvel de particular relevância para a Nação, designadamente os bens ou conjuntos de bens sobre os quais devam recair severas restrições de circulação no território nacional e internacional, nos termos da lei nº 107/2001, de 8 de Setembro e da respectiva legislação de desenvolvimento, devido ao facto da sua exemplaridade única, raridade, valor testemunhal de cultura ou civilização, relevância patrimonial e qualidade artística no contexto de uma época e estado de conservação que torne imprescindível a sua permanência em condições ambientais e de segurança específicas e adequadas; Legislação aplicável: Lei nº 107/2001, de 8 de Setembro; Acto Legislativo: Decreto; nº 19/2006; 18/07/2006* Panóias, Ourique. " O sr. João Collaço ofereceu-me para o Museu uma lousa em que se vê esculpida a figura de um machado de bronze. Esta lousa estava presentemente na parede de um poço, num quintal, mas provém do sitio das Mesas, de um cemitério, completamente destruido ha 15 annos, com a sorriba do terreno, e situado a uns 500 metros para NO do actual; e devia fazer parte de uma tampa de sepultura ". ( in O Arqueólogo Português, vol. XIII, 1908, p. 304).
  • Incorporação: Doada pelo sr. João Collaço

Bibliografia

  • ALMAGRO, M - Las estelas decoradas del sudoeste peninsular, vol. VIII. Madrid: 1966
  • GOMES, M.V.; MONTEIRO, J.P. - As estelas decoradas da Herdade de Pomar (Ervidel-Beja)- Estudo comparado. In Setúbal Arqueológica, vol. II-III. Setúbal: 1976-1977
  • RIBEIRO, F.Nunes - Bronze Meridional português: 1965
  • VASCONCELOS, José Leite de - "Estudos sobre a época do bronze em Portugal", in O Arqueólogo Português, vol. XIII. Lisboa: Imprensa Nacional, 1908

Exposições

  • Portugal - das Origens à Época Romana

    • Museu Nacional de Arqueologia
    • 16/10/1989 a 21/12/1993
    • Exposição Física

Multimédia

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