Descrição: Taça de "paredes finas" do tipo Mayet XXXVII-A. Decoração a guilhoché e carretilha fina; vertígios de engobe de cor castanho alaranjada. Peça documentada desde a época de Cláudio aos Flávios. Provém de contexto funerário, tendo integrado o espólio de uma incineração.
Origem/Historial: Estácio da Veiga, baseado na descoberta de importantes inscrições, de outros achados de valor e na tradição local, provou em 1866 (Povos Balsenses) ser esta estação e a contígua (Torre - Quinta das Antas), a sede de Balsa, cidade romana de origem pré-romana nomeada e situada pelos geografos Pompóssio Mela, Plínio e Ptolomeu no "Ager Cuneus" actual Cabo de Santa Maria. Em 1877, o mesmo arqueólogo, no âmbito da exploração arqueológica do Algarve para o levantamento da carta arqueológica, procedeu a escavações em que descobriu uma grande necrópole de incineração e de inumação dos sécs. I e II d.C., onde recolheu abundantes peças. Esse espólio fez parte do "Museu do Algarve". Em 1894 todas essas peças deram entrada neste Museu por decisão governamental. (OAP VII, 1903)
Incorporação: Mandato legal.
Colecção Estácio da Veiga. Integra as colecções do MNA por despacho Ministerial
Bibliografia
NOLEN, Jeannette U. Smit - Cerâmicas e Vidros de Torre de Ares - Balsa. SL: I.P.M. e SEC, 1994
RIBEIRO, José Cardim (Coord) - Religiões da Lusitânia, Loquuntur saxa. Lisboa: IPM, 2002
PEREIRA, Carlos (2014). As Necrópoles Romanas do Algarve - Acerca dos Espaços da Morte no Extremo Sul da Lusitânia. Dissertação de doutoramento. Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Catálogo da exposição "Balsa - Cidade Romana", 2024