Placa de xisto gravada
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Museu: Museu Nacional de Arqueologia
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Nº de Inventário: 985.39.46
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Super Categoria:
Arqueologia
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Categoria: Artefactos ideotécnicos
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Técnica: Talhe; decoração por incisão
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Dimensões (cm): Comp. 19,5 x Larg. 12,3 x Esp. 3 mm
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Descrição: Placa de xisto de contorno sub-trapezoidal, gravada numa face, com um orifício para suspensão. A decoração organiza-se em dois campos distintos, separados por uma faixa de duas fiadas em espinha. O campo superior, do lado direito do orifício, é decorado por seis faixas horizontais preenchidas, alternadas por outras sete faixas vazias. O lado esquerdo, é igualmente composto por seis faixas horizontais preenchidas, alternadas por seis outras vazias. As duas zonas são divididas por um triângulo duplo invertido, sendo um preenchido, e outro liso. O campo inferior é decorado por oito faixas de zigue-zagues preenchidos, alternados por zigue-zagues vazios. Estas faixas são atravessadas por linhas verticais que não conseguimos quantificar, devido ao estado de conservação da superfície da placa.
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Origem/Historial: Aljezur
“A história dos sepulcros colectivos de Aljezur é uma história antiga, do último quartel do séc. XIX. Começa em 1881, quando, em Novembro, José da Costa Serrão comunica a Estácio da Veiga ter recolhido uma grande quantidade de ossos humanos e artefactos diversos, numas covas junto à Igreja matriz da Senhora de Alva (Veiga, 1886, p.21).
(...)
Basicamente, a descrição e os comentários do pioneiro algarvio, incluídos no primeiro volume das Antiguidades Monumentais do Algarve, reconhecem:
1. a extraordinária importância do sítio
2. a natureza e os conteúdos do sítio “uma construção subterrânea (…) com muitos ossos humanos, numerosos instrumentos de pedra e outros objectos”, p.146
3. a inexistência de uma estrutura tumular visível acondicionante das destruições sofridas pela necrópole
4. a típica situação de uma necrópole colectiva, com ritos de inumação primária, com os Corpos sentados
5. pelos novos trabalhos de Estácio da Veiga e Nunes da Glória, identifica-se um número mínimo de 30 indivíduos (p.149)
6. os ritos funerários foram então impossíveis de recuperar, mas resta-nos talvez vestígios de um depósito de artefactos de pedra polida similar ao identificado em STAN-2 e Gorginos 3 (Gonçalves 2001)(...)
3. as necrópoles colectivas de Aljezur devem corresponder a um espaço funerário escavado no solo, mas não necessáriamnete assumindo o aspecto de hipogeus, e muito menos de grutas artificiais, como as que conhecemos nas penínsulas de Lisboa e Setúbal;
4. o estudo dos materiais arqueológicos associados às placas, indica uma utilização muito homogénea - cultural e cronológicamente, localizável algures na primeira metade do 3º milénio a.n.e.” (Gonçalves, OAP, v.22, p.163-318).
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Incorporação: Mandato legal.
Campanha arqueológica
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Bibliografia
- GONÇALVES, Victor S. - As placas de xisto gravadas dos sepulcros colectivos de Aljezur (3º milénio a.n.e.), in O Arqueólogo Português, Série IV, vol. 22. Lisboa: MNA, 2004
- LEISNER, Georg; Vera Leisner - "Die Megalithgraber der Iberischen Halbinsel:der Suden. 2vols.. Berlin: Walter de Gruyter & Co., 1943
- VEIGA, S.P.M.E - Antiguidades monumentaes do Algarve. In O Arqueológo Português, XV. Lisboa: Museu Nacional de Arqueologia, 1910
- VEIGA, S.P.M.E. - Antiguidades Monumentais do Algarve. Lisboa: Imprensa Nacional, 4 vols., 1886-1891