Bloco arquitectónico de DOM...//BALS...

  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Nº de Inventário: E 6412
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Epigrafia
  • Datação: Século 2
  • Dimensões (cm): Alt. 39 x Larg. 47 x Esp. 15
  • Descrição: Bloco arquitectónico epigrafado. Na face, o traçado das fracturas deixa antever a existência de dois orifícios redondos desnivelados, feitos posteriormente à gravação das letras, que se situam numa espécie de almofada elevada em relação ao resto da superfície. Numa outra face, perpendicular à anterior, obteve-se por desbaste uma superfície para conter a inscrição, de sorte que ficou como que uma moldura saliente em cima e em baixo. Temos, portanto, dificuldade em compreender como é que a pedra estaria colocada no edifício - e que edifício seria esse - para que a primeira inscrição ficasse na vertical e a segunda se visse de baixo; portanto, num local simultaneamente elevado e saliente. A hipótese de o edifício em causa ter sido o circo, de que outras inscrições fazem menção, não é despicienda (...). O facto de se tratar de um fragmento não permite explicitar exactamente que funções teria, pelo que se torna difícil precisar a sua morfologia e tipologia iniciais. Não apresenta decoração. Texto: (...) (hedera) DOM (...) (...) (EX DECRETO DECVRI?) ONVM . R(es) . P(ublica) . BALS(ENSIVM?) Tradução: (...) (por decreto dos decuriões?), a republica dos Balsenses. A reconstituição de respublica Balsensium a partir dos caracteres que ainda restam não parece oferecer dúvidas (...) significa que a população de Balsa interveio na edificação (descrição segundo o Professor José D'Encarnação).
  • Origem/Historial: O topónimo Torre d'Ares reporta-se à época medieval. Era o nome de uma das seis torres de construção árabe existentes no litoral algarvio. No entanto o local revelou vestígios de ocupações muito mais antigas. Em 1866 Estácio da Veiga baseado na descoberta de inscrições e de outros achados provou (Povos Balsenses) ser esta estação e a contígua Quinta das Antas, a sede de Balsa, cidade romana de origem pré-romana nomeada e situada pelos geografos Pompónio Mela, Plínio e Ptolomeu. Em 1877, no decorrer da elaboração da Carta Arqueológica do Algarve, Estácio da Veiga procedeu a escavações arqueológicas onde descobriu uma grande necrópole de incineração e de inumação dos sécs. I e II d.C.. Recolheu um conjunto significativo de materiais. Estes objectos fizeram parte do Museu Arqueológico do Algarve, e em 1894 foram integrados no actual Museu Nacional de Arqueologia, por decreto de 20 de Dezembro de 1893 do Ministro Bernardino Machado, conforme "O Arqueólogo Português, série 1, vol. VII, 1903. Outra parte da colecção de Estácio da Veiga foi comprada pelo Estado à família e incorporada igualmente no Museu Nacional de Arqueologia.
  • Incorporação: Mandato legal. Colecção de Estácio da Veiga. Integrou o MNA por despacho governamental.

Bibliografia

  • ENCARNAÇÃO, José d' - Inscrições Romanas do Conventus Pacensis- Subsídios para o Estudo da Romanização. Coimbra: 1984
  • LAMBRINO, Scarlat - "Catalogue des inscriptions du Musée", in O Arqueólogo Português, n. s. IV. Lisboa: 1962
  • SANTOS, Maria Luisa V.A. - Subsídios para o Estudo da Arqueologia Romana do Algarve. Lisboa, 2 vols: 1969
  • VASCONCELOS, José Leite de - "Analecta epigraphica lusitano-romana", in O Arqueólogo Português, 5. Lisboa: 1900
  • VIANA, Abel - "Balsa y la Necropolis Romana de As Pedras d El Rei". Madrid: Archivo Espanol de Archeologia, 1952
  • Catálogo da exposição "Balsa - Cidade Romana", 2024

Exposições

  • Tavira - Território e Poder

    • Museu Nacional de Arqueologia
    • 5/8/2003 a 11/4/2004
    • Exposição Física
  • Balsa - cidade romana

    • Museu Municipal de Tavira
    • 20/1/2024 a 28/9/2024
    • Exposição Física

Multimédia

  • 68381_1.jpg

    Imagem
  • 68381.jpg

    Imagem
  • 68381_2.jpg

    Imagem