Descrição: Fragmento escultórico em forma de cauda(?) anguípeda que poderá pertencer à peça 2006.355.1. Este fragmento não apresenta qualquer trabalho na superfície e não se observam restos da modelação das folhas
identificados nas extremidades da referida peça.
Origem/Historial: Peça descoberta durante a 9ª campanha de trabalhos arqueológicos na Villa Romana de Quinta das Longas, no Verão do ano 2000.
Um dos mais impressionantes traços da singularidade desta villa evidenciou-se com a descoberta de um grupo escultórico composto por várias figuras quase completas e cerca de uma centena de fragmentos. As peças faziam parte de um vasto conjunto que adornava uma área de um pátio pavimentado a mármore e a xisto, sobranceiro a uma linha de água, que limitaria a norte a Pars urbana da Villa. O conjunto estava incluido numa cascata artificial adoçada à parede meridional do referido pátio e/ou sobre o alpendre construído no centro deste compartimento apresentando como elemento unificador uma frondosa ramagem que perpassava por detrás de toda a cena, ligando-se às esculturas, sendo raras aquelas que não apresentam marcas da ligação a esse fundo vegetalista.
Incorporação: Depósito temporário.
Bibliografia
GONÇALVES, Luís Jorge Rodrigues - Escultura romana em Portugal: uma arte do quotidiano., 2 Vols., Tese de Doutoramento. Mérida: Junta da Extremadura, 2007
RIBEIRO, José Cardim (Coord) - Religiões da Lusitânia, Loquuntur saxa. Lisboa: IPM, 2002
NOGALES, Trinidad; CARVALHO, António e ALMEIDA, Maria José (2005) - El programa decorativo de la Quinta das Longas (Elvas, Portugal): un modelo excepcional de las uillae de la Lusitânia. In IV Reunião sobre escultura Romana na Hispânia. Lisboa, p.103-156
CARVALHO, António; ALMEIDA, Maria José ( 1999-2000). " A villa romana de Quinta das Longas (S. Vicente e Ventosa, Elvas): uma década de trabalhos arqueológicos (1991-2001)". In a Cidade, nº 13/14 (nova série), p.13-37