Historial: A capela de S. João Batista, assim como as capelas de S. João Evangelista (inv. 123), de Nossa Senhora da Penha de França (inv.124 ) e o retábulo do Desterro (inv.128), bem como dois retábulos, atualmente, apeados e que integram as coleções do Museu, pertenceram ao extinto e destruído Mosteiro das Chagas (Lamego), fundado em 1588, pelo bispo de Lamego, D. António Teles de Meneses.
Um levantamento da planta do Mosteiro (inv. ), realizado por Aurélio Lucena Coutinho, em 1906, que corresponde ao ano em que o Mosteiro encerra definitivamente as suas portas, por morte da última freira, permite-nos aferir o número de capelas devocionais que nele se distribuíam - nove - e o lugar exato que ocupavam, situando-se a capela de S. João Batista na ala ocidental do claustro Maior, à qual se acedia por um pórtico (inv. ) com a data de 1649, inscrita nas cornijas.
Num inventário dos bens que pertenceram ao Mosteiro das Chagas, de 1897, esta capela foi avaliada em 150$000 réis e as treze imagens e um Cristo que nela se encontravam em 50$000.
A instâncias do primeiro Diretor do Museu de Lamego, João Amaral, o conjunto das capelas foi cedido ao Museu, a título de empréstimo, por proposta do Presidente do Município, data de 22 de Janeiro de 1928. Todavia, o levantamento das capelas no lugar que hoje ocupam, só se terá realizado entre 1936-1941, período a que correspondem as importantes obras de beneficiação e melhoramento do edifício, levadas a efeito pela DGEMN.
Descrição: Capela em talha dourada e policromada de perfil retangular. Constituída por retábulo de estrutura maneirista ou arquitetónica, prolonga-se pelas laterais, ângulos e teto (inv. 122) A sua decoração compreende um programa pictórico constituído por 50 registos em tábua e tela (invs. 122/1-122/50) e imaginária de assuntos marianos, cristológicos e hagiológicos.