Descrição: Máscara de madeira, com forma humana, pintada de branco, preto, azul e vermelho, de olhos vazados, boca entreaberta, orelhas destacadas. A meio da testa tem um botão branco aplicado no alto e a contorná-la, uma tira de pano azul fixa com pregos de latão, com as pontas soltas, pendentes. Pele de animal cravada com pinos no bordo superior, de modo a cobrir a cabeça do mascarado. Tufo de crina junto a um dos cantos da boca.
Origem/Historial: «Em Ngoyo, a autoridade dos chefes era apoiada por uma associação de máscaras chamada Kindunga, ela própria uma espécie de "nkisi", que ainda existe. Os membros são considerados "mulheres" do espírito tutelar do domínio do chefe, o "nkisi nsi". A máscara é simplesmente a peça facial de um traje de folhas que cobre completamente o corpo do mascarado. Neste exemplo (cat. 32, pág. 50) vemos as cores rituais vermelho, branco e preto que, neste caso, são puramente decorativas. Cada mascarado tem um nome que é revelado não pela própria máscara de madeira, mas por qualquer outro objeto que faça parte do traje; o nome refere-se a um provérbio que transmite uma mensagem moral. As máscaras aparecem em grupos que dançam em funerais importantes e outras ocasiões de desordem potencial, servindo como uma espécie de força policial.» (MacGaffey, 2000: 51)
Bibliografia
MacGaffey, Wyatt - "Os Kongo". In Na Presença dos Espiritos: arte africana do Museu Nacional de Etnologia. Nova Iorque: Museum for African Art/ Snoeck-Ducaju Zoon, Gant, 2000, p. 35-59.
Exposições
Na Presença dos Espíritos: arte africana do Museu Nacional de Etnologia