Estribo de caixa do arreio de montada de cavalaria do Infante D. Afonso Henriques no Torneio do Fio Verde

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: A 2176
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1750/1800
  • Técnica: Prata fundida em molde, soldada, repuxada e cinzelada.
  • Dimensões (cm): Comp. 23 x Alt. 15,3 x Larg. 14
  • Descrição: Par de estribos de madeira polida, de secção rectangular e guardas semicirculares. A face anterior da caixa, abaulada, é revestida a chaparia de prata, lisa e uniforme, que serve de suporte à cercadura maciça. Esta, é decorada com bandas entrelaçadas, levemente relevadas sobre fundo estriado. Ao centro da cercadura inscreve-se uma composição fitomórfica constituída po aletas, concheados e motivos florais, assimetricamente dipostos. Alguns pontos vazados que contrastam com os restantes motivos relevados e, tal como a moldura que a enquadra, é em prata fundida. A chapa fixa-se ao suporte de madeira por meio de oito parafusos. Sensivelmente a meio, o estribo é cingido por moldura maciça de secção rectangular que serve de base à argola ovalada para suspensão dos loros. Também esta é ornamentada com bandas entrelaçadas, sendo a decoração interrompida no ponto de intersecção com a argola, marcado por florão de oito pétalas. A soleira é reforçada por duas outras molduras dobradas sobre as guardas, onde se repete o friso ornamental descrito, sendo rematadas por elemento floral proeminente. Peça de Arreio de cortesias isto é um arreio de montada de cavalaria, ricamente adornado, com que são ajaezados os cavalos para o desfile inicial da corrida de touros à portuguesa designado por cortesias. A determinação do uso da peça no torneio do Fio Verde resultou de um trabalho de investigação em que o estudo da foto do Infante D. Afonso Henriques, no referido torneio, foi fundamental.
  • Origem/Historial: Torneio do "fio" verde, nome do grupo liderado pelo infante D. Afonso Henriques, no último torneio "à antiga", realizado no Hipódromo de Belém em 24 de Abril de 1892. O espectáculo foi promovido por uma Comissão de Beneficência presidida pela rainha D. Amélia, destinada a angariar fundos para os familiares das vítimas do naufrágio da Póvoa do Varzim. O torneio constava de nove partes distintas incluindo outros tantos jogos equestres, entre os quais se contavam a "Cabeça do Turco", as "Alcanzias", o "Jogo da Rosa" e a "Corrida aos Pombos". Dele participaram vinte e dois cavaleiros, pagens, charameleiros e lacaios, trajando à moda do século XVIII. O grupo oponente ao do Infante, denominado "Fio azul e cor-de-laranja" era comandado pelo conde de S. Martinho, D. António de Siqueira. O programa do evento foi ilustrado pelos mais afamados artistas contemporâneos, em que se incluem os nomes de Columbano e Rafael Bordalo Pinheiro, Silva Porto e Roque Gameiro, entre outros.
  • Incorporação: Adquirido a José António Torquato de Freitas

Bibliografia

  • DOMINGUES-HELENO, Manuel H., Tourada Tradição Portuguesa, Barcelona, Clube El rei D.Duarte I, 2010

Exposições

  • Salão (6º) de Antiguidades

    • Lisboa, F.I.L.
    • Exposição Física

Multimédia

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