Técnica: Ouro laminado, repuxado, soldado e passado à fieira.
Dimensões (cm): Alt. 4,3 x Larg. 2,8
Descrição: Insígnia constituída por cruz singela de ouro esmaltada de branco, com quatro pequenas flores-de-lis do mesmo metal dispostas nos ângulos internos das hastes. A cruz é sobrepujada por coroa real fechada e oca, de cuja extremidade superior arranca o aro de suspensão que liga a insígnia à banda de seda preta.
Inclui-se também na categoria de insígnias e distintivos.
Origem/Historial: Esta insígnia faz parte integrante de um Uniforme de Cavaleiro da Ordem de Malta que pertenceu ao Conselheiro Veríssimo Máximo de Almeida Nogueira da Gama (1802-1886), Escrivão dos Filhamentos da Nobreza do Reino, director da Mordomia-Mor da Casa Real desde 1833 até à data da sua morte, e sogro do ofertante.
A Ordem do Hospital foi fundada em Jerusalém no ano de 1099, após a conquista dos Cruzados. Em 1530, os cavaleiros estabeleceram-se na Ilha de Malta que lhes tinha sido cedida por Carlos V.
Quando Bonaparte passou ao Egipto, apoderou-se de Malta (1720), graças aos entendimentos do directório com o último Grão- Mestre, que abdicou e foi substituído pelo imperador Paulo I. Desde então, esta Ordem apenas existiu de nome.
Desconhece-se a data de entrada da Ordem do Hospital no nosso País, mas sabe-se que já existia no tempo de D. Afonso Henriques.
Portugal teve, no século XVIII, dois Grão-mestres desta Ordem Militar com assento em Malta: D. Frei António Manuel de Vilhena (1722) e Frei Manuel Pinto da Fonseca (1741). À eleição do primeiro não foi certamente alheia a vitória da frota portuguesa no Cabo Matapão. Este , nomeou D. Lopo de Almeida Grão- Chanceler da Ordem em Portugal e Espanha e , quando faleceu em 1737, foi substituído pelo segundo que viria a exercer o cargo durante 32 anos.
Incorporação: Luís d'Arenas de Lima, Ministro Plenipotenciário.
Bibliografia
Catálogo da Exposição De Picadeiro a Museu/De Museu a Picadeiro. Lisboa: IPM/MNC, 1995