Peitoral do Arreio de montada de cavalaria do Marquês de Castelo Melhor

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: A 1811
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Jesus, Vitalino César de (?) (Ourives)
  • Datação: 1870/1879
  • Técnica: Prata fundida em molde e repuxada.
  • Dimensões (cm): Alt. 164 x Larg. 72
  • Descrição: Peitoral em couro revestido a veludo roxo na metade superior, com aplicações de prata. Estas, são de dois tipos distintos: rosetas constituídas por três níveis de pétalas intercaladas com passadeiras de secção rectangular, recortadas e ornamentadas com aletas e motivos vegetalistas relevados. As rosetas maiores (40 mm de diâmetro) estão dispostas na zona de intersecção das duas tiras de couro, existindo ainda uma quinta roseta suspensa, que serve de remate à peça. Lateralmente, o peitoral possui dezesseis aplicações de prata com decoração fitomórfica estilizada (flor ovalada e raiada sob par de aletas), pendentes de uma placa lisa e ovalada, à qual se ligam por meio de argola. A meio da peça, um medalhão triangular repete a ornamentação das peças mais pequenas: volutas, aletas e motivos vegetalistas relevados. O centro é marcado por florão bastante destacado. Na zona do ventrilho, uma fivela de prata rectangular e livre de decoração.
  • Origem/Historial: As coroas de marquês que decoram a cabeçada, associadas às iniciais do freio, permitem-nos considerar a hipótese de este arreio ter pertencido à montada do 4º Marquês de Castelo Melhor, D. João de Vasconcelos e Sousa Câmara Caminha Faro e Veiga (1841-1878). Foi Reposteiro-Mor e recusou a mercê de Par do Reino, que recebera por Carta de 6 de Maio de 1874. Estimado por D. Luís I, deixou o seu nome ligado à história da tauromaquia portuguesa, depois de ter toureado pela primeira vez em 1865, na Praça do Campo de Santana. Tomou também parte na tourada realizada a favor das vítimas da guerra civil de Espanha, em 1874, e foi um dos fundadores do Clube Tauromáquico. Nunca casou, deixando uma filha legitimada por declaração testamentária. Este arreio de torneio foi utilizado no século XIX em touradas de fidalgos.
  • Incorporação: Anastácio Fernandes
  • Centro de Fabrico: Lisboa

Bibliografia

  • Catálogo da Exposição De Picadeiro a Museu/De Museu a Picadeiro. Lisboa: IPM/MNC, 1995
  • FREIRE, Luciano - Catálogo Descritivo e Ilustrado do Museu Nacional dos Coches. Lisboa: 1923
  • Guia do Museu Nacional dos Coches. Lisboa: IPM/MNC, 2002
  • KEIL, Luís - Catálogo do Museu Nacional dos Coches, 1943. Lisboa: 1943
  • KEIL, Luís - Catálogo do Museu Nacional dos Coches, 1964,4ª ed.. Lisboa: 1964
  • MACEDO, Silvana Costa - Museu Nacional dos Coches - Roteiro, 2ª ed.. Lisboa: IPPC, 1989
  • SANTOS, Armando Vieira - "Algumas Considerações sobre os Coches em Portugal", in Arte Portuguesa, II - As Artes Decorativas. Lisboa: Ed. Excelsior, s.d.

Exposições

  • De Picadeiro a Museu / De Museu a Picadeiro

    • Lisboa, Museu Nacional dos Coches
    • Exposição Física