Técnica: Prata fundida, repuxada, cinzelada, incisa, filigranada e dourada
Dimensões (cm): Alt. 1162: 14; 1163: 14 x Diâm. base 1162:7,2; 1163: 7 ;candela:5,5
Descrição: Pé octolobado de extremidades semicirculares, com pestana saliente, elevado com gradinha à face.
O pé eleva-se no centro para o registo inferior da haste, em forma de urna ladeada por aplicações de filigrana em volutas que se ligam ao nó cemtral em forma de disco. Este registo superior apresenta-se com idêntica decoração,tendo uma forma de coluna bojuda terminando em corola aberta.
Sobre esta abertura descansa o goblet oitavado de faces curvas, com gradinha, decorado com folhas de acanto na base. Ao centro o suporte para a vela.
Origem/Historial: O Inventário de dote de D. Beatriz de Sabóia, de 1522, refere castiçais de cantos oitavados, cuja descrição de aproxima destes. Embora não possa identificar estas peças com as descritas no referido inventário, o dado fornece-nos pelo menos uma indicação cronológica com alguma precisão para esta tipologia de peças, de que não restam muitos exemplares entre nós.
Os castiçais pertencenram à colecção Barros e Sá e forma comprados em 7 de Setembro de 1936 por 32.000$00.
Inventário do Museu Nacional de Arte Antiga. Colecção de Ourivesaria. 1º volume. Do Românico ao Manuelino, Lisboa, IPM, 1995, pp. 136-137.
Incorporação: Legado Barros e Sá
Centro de Fabrico: Portugal
Bibliografia
OREY, Leonor B.S. d' - "Ourivesaria Portuguesa. Outra forma de contar a sua história", in Clube Editores de Arte. Lisboa: 1988
Inventário do Museu Nacional de Arte Antiga. Colecção de Ourivesaria, 1º volume, do Românico ao Manuelino. Lisboa: IPM, 1995
QUILHÓ, Irene - "Ourivesaria", in Oito Séculos de Arte Portuguesa, de Reynaldo dos Santos. Lisboa: 1970