Travessa

  • Museu: Museu Nacional Soares dos Reis
  • Nº de Inventário: 1791 Cer CMP/ MNSR
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Cerâmica
  • Autor: Autor desconhecido
  • Datação: 1775/1795
  • Técnica: Porcelana moldada, com decoração pintada sobre o vidrado esverdeado a azul, rosa, branco, verde, roxo, vermelho ferro, cinzento, preto e dourado
  • Dimensões (cm): Comp. 27,5 x Alt. 2,2 x Larg. 18,4
  • Descrição: Travessa rectangular, pouco funda, de aba levemente inclinada, com bordo recortado e arredondado nos cantos e fundo reentrante de bordo não vidrado. Porcelana branca, muito pesada, com decoração polícroma da "família rosa", pintada sobre o vidrado esverdeado a azul, rosa, branco, verde, roxo, vermelho ferro, cinzento, preto e dourado. Fundo delimitado por filete negro, que segue o recorte do bordo, e preenchido com paisagem com rochedos vazados com um galo em cima e lingzhi na base, um rochedo de onde parte um tronco de árvore florido com peonias, que se prolonga pela zona superior esquerda, no chão um galo e um lingzhi e, esvoaçando no ar, uma borboleta. Aba decorada com cercadura de cana de bambu, em volta da qual se enrola uma grinalda florida com peonias abertas, fechadas e em botão. Bordo sublinhado a castanho.
  • Origem/Historial: Esta peça pertenceu a Cristiano Augusto da Silva, que legou ao Museu Municipal do Porto todos os bens com valor artístico que possuía na sua casa na Rua dos Caldeireiros no Porto e na Quinta de S. Bento de Fontão (Ponte do Lima), em testamento de 15 de Julho de 1935. Depois da sua morte em 24 de Novembro de 1938, foi feito o arrolamento dos bens por representantes do Museu Municipal em 26 e 30 de Novembro do mesmo ano, sendo atribuído um número a cada peça deste legado. As peças foram então incluídas no inventário geral do Museu Municipal do Porto de 1938/39, cujo acervo foi depositado no Museu Nacional de Soares dos Reis em 1940/41, conforme o disposto no Decreto-Lei 27.879 de 21 de Julho de 1937. O serviço a que esta travessa pertence, conhecido por "serviço dos galos", pertenceu à Casa Real e foi levado para o Brasil em 1807, quando D.João VI e a corte se transferiram para lá. Existem peças espalhadas pelo Brasil, quer no Museu Imperial de Petrópolis, quer nas mãos de particulares.
  • Incorporação: Depósito da Câmara Municipal do Porto no Museu Nacional de Soares dos Reis
  • Centro de Fabrico: China

Bibliografia

  • BEURDELEY, Michel - Porcelaine de la Compagnie des Indes. 4ª ed.. Fribourg: Office du Livre, 1982
  • BRANCANTE, E.F. - O Brasil e a Cerâmica Antiga. S. Paulo: 1981
  • DREYFUS, Jenny - Louça da Aristocracia no Brasil. Rio de Janeiro: Monteiro Soares, 1982
  • Portugal and Porcelain (Cat. Exp.). Lisboa: Min. Cultura, F. Vista Alegre, 1984

Exposições

  • Exposição de Longa Duração MNSR

    • Exposição Física

Obras relacionadas

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