Descrição: Ponta flamejante, atravessada por uma lâmina com uma extremidade em forma de meia lua, opondo-se-lhe do outro lado uma lâmina em forma de coração. Espigão, acha, bico e encabadouro forjados numa só peça. O encabadouro tem dois orifícios. O cabo é recente, e tem secção circular.
Origem/Historial: Encontrada no interior do Castelo de Alfaiates - Sabugal. Desconhece-se o nome de quem a encontrou e a entregou entre os anos de 1956 - 1958, aos Drs. Arsénio Rodrigues da Silva e Adriano Vasco Rodrigues com a finalidade de ser incorporada no então designado Museu Regional da Guarda. Esta informação foi prestada pelo Dr. Arsénio Rodrigues da Silva, na década de noventa ao Museu da Guarda.
Alabarda é uma arma composta por uma haste longa rematada por uma peça pontiaguda, atravessada por uma lâmina de machado com um gancho ou esporão na sua traseira. Tem portanto, tripla função: pode estucar com a ponta como se fosse lança, cortar com a lâmina como machado ou agarrar combatentes montados com o gancho ou esporão. A alabarda deixou de ser usada como arma no início do Século XVIII, quando as armas de fogo de pederneira se tornaram comuns. Continuou a ser usada pelos Sargentos de Infantaria como insígnia de posto e arma de defesa.
Incorporação: Desconhece-se o nome do doador.
Bibliografia
RODRIGUES, Adriano Vasco - Memórias de um arqueólogo (VII). Guarda: Diário da Guarda, 17 de Abril de 1997
Roteiro do Museu da Guarda: Instituto Português de Museus / Museu da Guarda, 2004.
Galamba, Ulrico Falcão - A COLECÇÂO DE ARMAS DO MUSEU DE ÉVORA. CENÁCULO Boletim on line do Museu de Évora. Évora. Évora : Joaquim Oliveira Caetano. http://museudevora.imc-ip.pt