Descrição: Zarabatana constituída por um tubo em cana que apresenta numa das extremidades o bocal, de formato tronco-cónico em madeira. Este é fixado ao tubo com cera preta.
O tubo é revestido de pigmento preto.
Bocal diâmetro (cm): 4,6
Origem/Historial: A zarabatana e a aljava correspondente encontram-se unidas com fio.
"(...) A sarabatana exige bastante força para atirar. A posição ideal é em sentido vertical, um pouco inclinada, com a mira para cima. O índio segura a sarabatana com ambas as mãos na altura do bocal; desce a arma de sua posição vertical até que o alvo apareça na mira. Dá um sopro forte e seco. Segura o carcás entre as coxas para remuniciar a arma. (...) O alcance da sarabatana está na razão direta do seu comprimento, quanto mais longa mais certeiro o tiro e maior o alcance (...)." (Dicionário do Artesanato Indígena, 1988: 236, 237)
A peça poderá ter participado na exposição "Oreretama: a Terra do Índio" organizada pelo Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro, que decorreu no Museu da Electricidade, entre 13/11/1997 e 15/02/1998.
Nota informativa sobre a Colecção "Artíndia Manaus":
A colecção "Artíndia Manaus" foi oferecida ao Museu Nacional de Etnologia pela Universidade do Porto, a 5 de Dezembro de 1994, como forma de agradecimento pelo apoio prestado na realização da exposição "Memória da Amazónia: Etnicidade e Territorialidade".
A colecção, constituída por 102 peças, abrange todas as classes de artefactos.
Bibliografia
Museu Histórico Nacional - Oreretama: a Terra do Índio. Rio de Janeiro
RIBEIRO, Berta G., Dicionário do Artesanato Indígena. São Paulo: Itatiaia Limitada, USP, 1988