Aljava

  • Museu: Museu Nacional de Etnologia
  • Nº de Inventário: BD.031
  • Super Categoria: Etnologia
  • Categoria: Caça
  • Autor: Autor desconhecido
  • Datação: Século 20
  • Técnica: Cestaria - entrecruzado: esta técnica obtém-se pelo cruzamento de duas séries de elementos, a trama e a urdidura, que vão passando perpendicularmente por cima e por baixo uns dos outros.
  • Dimensões (cm): Alt. 23,7
  • Descrição: Aljava de base circular plana em madeira e corpo de formato bitronco-cónico de topos unidos, em fibras vegetais, feito pela técnica do entrecruzado de diagonal aparente. A base de madeira é revestida e fixada ao corpo da peça com cera preta. O topo da estrutura entrecruzada é rematado com cera preta. A peça é decorada, na metade superior, com linhas oblíquas e linhas transversais. O motivo é definido pela própria técnica de execução da peça e é acentuado pelo tingimento - preto - das fibras que o compõem. O motivo é delimitado, nas extremidades, por duas linhas de fios de algodão de cor castanha. A aljava apresenta várias fibras de ráfia colocadas em novelo no interior, que acondicionam duas setas dispostas com a parte perfurante para baixo, e com extremidade não perfurante encapada com fibra de sumaúma, para cima. Base diâmetro (cm): 3,5 Abertura diâmetro (cm): 5,3
  • Origem/Historial: A aljava e a zarabatana correspondente encontram-se unidas com fio. "As pontas de fechas ou as setas de zarabatanas são colocadas na aljava com a parte perfurante, besuntada de curare, para baixo, dentro de um emaranhado de fibra, podendo as setas ser amarradas sequencialmente umas às outras. Acompanha a aljava, frequentemente, um recipiente contendo paina, fibra de sumaúma outra espécie vegetal, usada para encapar as extremidades não perfurantes das setas, bem como um implemento cortante - em geral mandíbula de piranha - para fazer uma incisão na seta, no momento de atirar. Dessa forma, a ponta da seta quebra-se, permanecendo no corpo da vítima. A aljava é provida de uma alça para o seu transporte" (Dicionário de Artesanato Indígena, 1988: 240-242). A peça poderá ter participado na exposição "Oreretama: a Terra do Índio" organizada pelo Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro, que decorreu no Museu da Electricidade, entre 13/11/1997 e 15/02/1998. Nota informativa sobre a Colecção "Artíndia Manaus": A colecção "Artíndia Manaus" foi oferecida ao Museu Nacional de Etnologia pela Universidade do Porto, a 5 de Dezembro de 1994, como forma de agradecimento pelo apoio prestado na realização da exposição "Memória da Amazónia: Etnicidade e Territorialidade". A colecção, constituída por 102 peças, abrange todas as classes de artefactos.
  • Incorporação: Anterior proprietário: Universidade do Porto

Bibliografia

  • Museu Histórico Nacional - Oreretama: a Terra do Índio. Rio de Janeiro
  • RIBEIRO, Berta G., Dicionário do Artesanato Indígena. São Paulo: Itatiaia Limitada, USP, 1988
  • RIBEIRO, Darcy, "Arte índia" in Suma Etnológica Brasileira - Tecnologia Indígena, vol. 3. Petrópolis: FINEP/Vozes, 1986
  • Universidade do Porto e Universidade do Amazonas - Revista Memória da Amazónia: Etnicidade e Territorialidade. Porto: 1994

Exposições

  • Memória da Amazónia: Etnicidade e Territorialidade

    • Edifício da Alfândega, Porto
    • 23/6/1994 a 30/11/1994
    • Exposição Física

Obras relacionadas

Multimédia

  • 5640.jpg

    Imagem
  • 5641.jpg

    Imagem