Técnica: Talha e ensamblagem de elementos através de encaixes topo a topo (encaixe português)
Dimensões (cm): Alt. 184 x Larg. 145 x Prof. 36 (nicho) 70 (estrutura e nicho)
Descrição: Caixa paralelepipédica com alçado principal envidraçado e nicho central de embutir na parede; face dianteira com basamento relevado, ilhargas misuladas com cornija interrompida e fecho ou ático em arco abatido com um dossel ao centro e vieira no topo; vão central em forma de nicho com faces interiores (laterais, topo, base e rectaguarda) revestidas de camada cromática; a pintura dos referidos paineis é de inspiração vegetalista c/ motivos florais de cor vermelha, amarela, azul escura e laivos brancos), recortados sobre fundo azul claro; o basamento é em forma de predela e tem ao centro uma cabeça de anjo alada esculpida na madeira e policromada; as ilhargas têm um par de quartelões definidos por volutas salientes; adossam à voluta inferior um par de cabeças de anjo aladas e coroadas por palmeta entalhada e dourada; seguem-se-lhe duas faixas verticais esculpidas c/ folhagem de acanto. Remate superior com dossel central, sanefa recortada e avançada sobre panejamento drapeado e cinjido lateralmente.
Origem/Historial: Oratório proveniente do Convento de São João Evangelista das Carmelitas Descalças de Aveiro ; não temos a certeza que este oratório integre desde a origem o grupo escultórico que actualmente expõe e que representa a Santa Ana ensinando a Virgem a Ler. Esteve durante o ano de 1916 a 1926 exposto na sala das talhas do Museu Regional de Aveiro.
Incorporação: Transferência do Convento de São João Evangelista das Carmelitas Descalças de Aveiro
Bibliografia
BELINQUETE, José Martins. "As Carmelitas em Aveiro – Ontem e Hoje". Aveiro: Edições Sinai, 1996