Cabeça de figura feminina

  • Museu: Museu Nacional de Arqueologia
  • Nº de Inventário: 2006.355.5
  • Super Categoria: Arqueologia
  • Categoria: Escultura
  • Datação: Século 3
  • Dimensões (cm): Alt. 12,5 x Larg. 3,5
  • Descrição: Cabeça de figura feminina. Face de forma ovalada suave com olhos ligeiramente semicerrados em que o globo ocular apresenta definidas as íris e pupilas. Nariz recto sem marcação da transição com o frontal, de extremo delgado com pequenas fossas nasais apenas apontadas por golpe de cinzel. Boca pequena entreaberta. O cabelo é aberto ao meio dividindo-se em duas madeixas que se recolhem num troço sobre a nuca, seguro por uma fita lisa. Poderá pertencer a uma ninfa ou musa, tendo em conta quer o contexto de achamento, quer a presença de outros elementos ligados ao ciclo das musas (nº 2006.355.6). A tipologia, estilo e formato aproximam-na da cabeça da Vénus (nº 2006.355.4), além de outras cabeças femininas, de proveniência genericamente atribuída ao Alentejo ou Algarve, identificadas como ninfas (Ribeiro 2002, p. 442, nºs 112-113). A filiação deste exemplar aos ateliers relacionados com Afrodísias é evidente através dos paralelos com exemplares semelhantes de Chiragan e Silahtaraga (Bergman 1999, p. 53-55)
  • Origem/Historial: Peça descoberta durante a 9ª campanha de trabalhos arqueológicos na Villa Romana de Quinta das Longas, no Verão do ano 2000. Um dos mais impressionantes traços da singularidade desta villa evidenciou-se com a descoberta de um grupo escultórico composto por várias figuras quase completas e cerca de uma centena de fragmentos. As peças faziam parte de um vasto conjunto que adornava uma área de um pátio pavimentado a mármore e a xisto, sobranceiro a uma linha de água, que limitaria a norte a Pars urbana da Villa. O conjunto estava incluido numa cascata artificial adoçada à parede meridional do referido pátio e/ou sobre o alpendre construído no centro deste compartimento apresentando como elemento unificador uma frondosa ramagem que perpassava por detrás de toda a cena, ligando-se às esculturas, sendo raras aquelas que não apresentam marcas da ligação a esse fundo vegetalista.
  • Incorporação: Depósito temporário.

Bibliografia

  • GONÇALVES, Luís Jorge Rodrigues - Escultura romana em Portugal: uma arte do quotidiano., 2 Vols., Tese de Doutoramento. Mérida: Junta da Extremadura, 2007
  • RIBEIRO, José Cardim (Coord) - Religiões da Lusitânia, Loquuntur saxa. Lisboa: IPM, 2002
  • NOGALES, Trinidad; CARVALHO, António e ALMEIDA, Maria José (2005) - El programa decorativo de la Quinta das Longas (Elvas, Portugal): un modelo excepcional de las uillae de la Lusitânia. In IV Reunião sobre escultura Romana na Hispânia. Lisboa, p.103-156
  • CARVALHO, António; ALMEIDA, Maria José ( 1999-2000). " A villa romana de Quinta das Longas (S. Vicente e Ventosa, Elvas): uma década de trabalhos arqueológicos (1991-2001)". In a Cidade, nº 13/14 (nova série), p.13-37

Exposições

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