Ficha de Conjunto

Arreio de Cortesias do Marquês de Marialva

  • Nº de Conjunto: Cj 0001
  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Historial: Associado a este arreio de cortesias poderão estar as peças do "Arreio de Cortesias do séc. XVIII (Marquês de Marialva?)" adquirido conjuntamente. Como tal foi apresentada na exposição "William Beckford e Portugal" A sela denominada à portuguesa ou à espanhola, tem origem na sela de guerra da Idade Média que foi gradualmente adaptada de forma a parecer mais elegante e a conferir maior conforto e segurança. Tornou-se uma espécie de coxim, de abas de corte direito, alta no cepinho e com uma patilha pronunciada. Para segurança adicional, o coxim era feito de forma que o cavaleiro pudesse encaixar as coxas. Este modelo sobrevive, ligeiramente alterado na sela da escola clássica de Viena ( Escola de Equitação Espanhola), na escola de Saumur em França e em Portugal (especialmente na Tauromaquia) e em Espanha. 4º Marquês de Marialva, D. Pedro de Alcântara de Menezes (1713-1799), estribeiro-Mor no reinado de D. José I por decreto de 9 de Abril de 1770, cargo que exerceu até 1797. Deputado dos Três Estados, desempenhou ainda as funções de Gentil-Homem da Câmara de D. José I e de D. Maria I, governador das torres de Belém e do Outão e Conselheiro da Guerra.
  • Descrição: Arreio de montada de cortesia do Marquês de Marialva, hereditariamente Estribeiro-Mor da Casa Real Portuguesa. O conjunto foi adquirido a 7 de Maio de 1914 a Anastácio Fernandes, no entanto, tendo em conta as suas características decorativas, pensa-se ter correspondido a duas encomendas diferentes correspondendo algumas peças a meados do séc XVIII, e outras a finais do mesmo século. Este conjunto serviu, até finais de Oitocentos, em touradas de fidalgos.