Sela à vaqueiro do arreio de montada à Gaúcho (rural)

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: A 0110
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1885/1900
  • Técnica: Couro gravado; prata repuxada e cinzelada.
  • Dimensões (cm): Comp. 77 x Alt. 70 x Larg. 64
  • Descrição: Selim de couro gravado, coberto por duas peles de cabrito e ornamentado com chaparia de prata nos arções. Estas, têm a forma de ferraduras e são definidas por cercadura perlada que encerra uma profusão de elementos vegetalistas relevados (rosas e respectiva folhagem). Ao centro, um medalhão circular circundado por pequenas pétalas e atravessado por uma filactera oblíqua e lisa, certamente destinada e receber inscrição. As aplicações de ambos os arções são em tudo idênticas e encontram-se cravadas à estrutura de couro. Neste tipo de selim criado para o trabalho de condução de animais (tauromaquia ?, caça) a forma da estrutura de madeira alongava-se por uma vasta área do dorso do cavalo, distribuindo o peso e reduzindo o riscos das lesões para o animal. A sela gaúcha é a única que não possui arções de madeira, o que se explica pela escassez de matérias-primas na "pampa" sul-americana. Em tempos mais remotos, a sela era construída pelo próprio gaúcho que, apesar das reais dificuldades económicas, empenhava o pouco que possuía no cavalo, seu único instrumento de trabalho e fonte de rendimentos. Para além de transporte, cama e alimento, o cavalo fornecia ainda o couro que era utilizado na construção da sela - "recado" -, sobretudo nos "bastos de laderas", ou seja, os legítimos substitutos dos arções. Colocadas sobre a manta e o suadouro, estas protuberâncias eram por último cobertas com um rectângulo de couro a que se dá o nome de "encimera", fixo por meio de uma correia larga (cerca de 20 cm), que ajudava a consolidar as diferentes partes constitutivas da sela. Os loros, suspensos da "encimera", posicionavam os estribos perpendicularmente em relação ao assento. O selim e o respectivo arreio gaúcho (Rio Grande do Sul, Brasil) que integram o espólio do M.N.C. são peças de grande luxo, a avaliar pela quantidade de prata utilizada na sua decoração. Constituíam propriedade particular da Família Real Portuguesa antes de darem entrada no Museu. Arreio de utilização rural.
  • Origem/Historial: Arreio gaúcho oferecido a D. Carlos de Portugal pelo presidente do Estado do Rio Grande do Sul (Brasil), Dr. Borges de Medeiros, por intermédio do Ministro de Portugal no Brasil. A sela gaúcha é a única que não possui arções de madeira, o que se explica pela escassez de matérias-primas na "pampa" sul-americana. Em tempos mais remotos, a sela era construída pelo próprio gaúcho que, apesar das reais dificuldades económicas, empenhava o pouco que possuía no cavalo, seu único instrumento de trabalho e fonte de rendimentos. Para além de transporte, cama e alimento, o cavalo fornecia ainda o couro que era utilizado naconstrução da sela - "recado" -, sobretudo nos "bastos de laderas", ou seja, os legítimos substitutos dos arções. Colocadas sobre a manta e o suadouro, estas protuberâncias eram por último cobertas com um rectângulo de couro a que se dá o nome de "encimera", fixo por meio de uma correia larga (cerca de 20 cm), que ajudava a consolidar as diferentes partes constitutivas da sela. Os loros, suspensos da "encimera", posicionavam os estribos perpendicularmente em relação ao assento. O selim e o respectivo arreio gaúcho que integram o espólio do M.N.C. são peças de grande luxo, a avaliar pela quantidade de prata utilizada na sua decoração. Constituíam propriedade particular da Família Real Portuguesa antes de darem entrada no Museu.
  • Incorporação: Palácio das Necessidades (Lisboa). Propriedade particular da Família Real.

Bibliografia

  • Catálogo da Exposição De Picadeiro a Museu/De Museu a Picadeiro. Lisboa: IPM/MNC, 1995
  • FREIRE, Luciano - Catálogo Descritivo e Ilustrado do Museu Nacional dos Coches. Lisboa: 1923
  • HENDERSON, Carolyn - manual do cavaleiro, a sela e os arreios. Lisboa: Editorial Estampa, 2001
  • KEIL, Luís - Catálogo do Museu Nacional dos Coches, 1943. Lisboa: 1943
  • TAVARD, Christian-Henri - L'Habit du Cheval. Fribourg: Office du Livre, 1975

Exposições

  • De Picadeiro a Museu / De Museu a Picadeiro

    • Lisboa, Museu Nacional dos Coches
    • Exposição Física

Multimédia

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