Chicote do Arreio de montada de Caça, Mexicano (rural)

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: A 2101
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Pintor (-)
  • Datação: Século 19
  • Técnica: Prata fundida em molde, soldada, passada à fieira, cinzelada e puncionada.
  • Dimensões (cm): Comp. 107,5 x Larg. 3
  • Descrição: Arreio de montada de Caça, Mexicano (rural) Chicote constituído por cabo de prata maciça, haste em malha de prata e açoute de couro entrançado. O cabo, troncocónico, apresenta decoração fitomórfica incisa e um anel com folhagem relevada, e é sobrepujado por figura de vulto representando um cão. A haste, correspondente a 1/3 da peça, é composta por dois módulos distintos, interligados por encaixe cilíndrico anelado. Um encaixe em tudo idêntico mas integralmente ornamentado com motivos vegetalistas estabelece a ligação entre o cabo e o açoute.
  • Origem/Historial: A sela mexicana é caracterizada pelo aspecto pesado e riqueza decorativa, tendo maiores afinidades com a sela árabe do que com a andaluza, inclusive no princípio construtivo. É revestida de couro de vaca, repuxado e gravado, com ornatos em prata cinzelada. Para a estrutura, o cacto é o material eleito pois, depois de seco é extremamente resistente ou mesmo inquebrável. Os estribos que acompanham esta sela são geralmente em forma de "U", sendo a soleira revestida de couro bastante espesso de modo a aumentar a aderência. Contudo, o México conheceu - e conhece ainda hoje - outros tipos de estribos, nomeadamente o "estribo-chinelo" que não só protege o pé do cavaleiro como evita que o animal se fira nos espinhos dos cactos, uma vez que o cavaleiro o coloca numa posição avançada em relação ao peitoral da montada. A cabeçada é muito simples: testeira, uma correia para a orelha esquerda e duas faceiras com ganchos de ligação ao freio. Este, é constituído por canhões sem montada e as cãimbas ligam-se às rédeas por meio de correntes com cerca de 30 cm de comprimento. O México é considerado o maior produtor de prata do mundo, com cerca de 40% da produção total, situando-se as jazidas no planalto, sobretudo na parte meridional. Graças às avultadas encomendas de peças em prata feitas pela Igreja, a ourivesaria sul-americana conheceu o seu período áureo no século XVIII, findo o qual entrou em declínio, passando a prata a ser então utilizada em peças utilitárias, tais como arreios de cavalaria.
  • Incorporação: Palácio das Necessidades, por ordem de D. Carlos I.

Bibliografia

  • Catálogo da Exposição De Picadeiro a Museu/De Museu a Picadeiro. Lisboa: IPM/MNC, 1995

Exposições

  • De Picadeiro a Museu / De Museu a Picadeiro

    • Lisboa, Museu Nacional dos Coches
    • Exposição Física

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Multimédia

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