Espora (par) de Arreio de montada de Caça, Mexicano (rural)

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: A 0977
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 19
  • Técnica: Prata fundida, soldada, passada à fieira e laminada: ferro forjado.
  • Dimensões (cm): Comp. 38,8 x Larg. 7,1 x Diâm. 4,5 (roseta)
  • Descrição: Arreio de montada de Caça, Mexicano (rural).Par de esporas composta por arco ligeiramente contracurvado, florão, pua curta com roseta de ferro, francaletes e duas correias de couro castanho munidas de botões e fivela também em prata. O arco, de secção rectangular, é moldurado e decorado na face externa com friso de rosas e folhagem, terminando em mãos fechadas que sustentam as argolas. Cravado na parte posterior do arco, um florão com 3,4 cm de diâmetro, constituído por oito pétalas vazadas ao centro, que serve de suporte à pua, igualmente ornamentada com motivos fitomórficos. Esta, é fendida longitudinalmente para encaixe da roseta, que é formada por chapa de ferro com pontas de dois tamanhos, em alternância, reforçada por dois discos de aço. Às argolas, localizadas na extremidade do arco, prendem-se por meio de botões em forma de mão fechada, duas correias de couro castanho escuro. A correia inferior possui ainda uma fivela de prata, cuja moldura é formada por dois braços unidos numa das extremidades e por uma trave lisa que liga as mãos. Das argolas partem ainda os francaletes de elos rectangulares, unidos entre si por pequenos cilindros lisos. Um dos francaletes tem fivela em forma de flor.
  • Origem/Historial: A sela mexicana é caracterizada pelo aspecto pesado e riqueza decorativa, tendo maiores afinidades com a sela árabe do que com a andaluza, inclusive no princípio construtivo. É revestida de couro de vaca, repuxado e gravado, com ornatos em prata cinzelada. Para a estrutura, o cacto é o material eleito pois, depois de seco é extremamente resistente ou mesmo inquebrável. Os estribos que acompanham esta sela são geralmente em forma de "U", sendo a soleira revestida de couro bastante espesso de modo a aumentar a aderência. Contudo, o México conheceu - e conhece ainda hoje - outros tipos de estribos, nomeadamente o "estribo-chinelo" que não só protege o pé do cavaleiro como evita que o animal se fira nos espinhos dos cactos, uma vez que o cavaleiro o coloca numa posição avançada em relação ao peitoral da montada. A cabeçada é muito simples: testeira, uma correia para a orelha esquerda e duas faceiras com ganchos de ligação ao freio. Este, é constituído por canhões sem montada e as cãimbas ligam-se às rédeas por meio de correntes com cerca de 30 cm de comprimento. O México é considerado o maior produtor de prata do mundo, com cerca de 40% da produção total, situando-se as jazidas no planalto, sobretudo na parte meridional. Graças às avultadas encomendas de peças em prata feitas pela Igreja, a ourivesaria sul-americana conheceu o seu período áureo no século XVIII, findo o qual entrou em declínio, passando a prata a ser então utilizada em peças utilitárias, tais como arreios de cavalaria.
  • Incorporação: Palácio das Necessidades. Depositado por ordem de D. Carlos I.

Bibliografia

  • Catálogo da Exposição De Picadeiro a Museu/De Museu a Picadeiro. Lisboa: IPM/MNC, 1995

Exposições

  • De Picadeiro a Museu / De Museu a Picadeiro

    • Lisboa, Museu Nacional dos Coches
    • Exposição Física

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Multimédia

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