Xairel de arreio de Montada de cavalaria da Família Mascarenhas

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: A 0254
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1830/1855
  • Técnica: Bronze fundido em molde e dourado
  • Dimensões (cm): Alt. 56 x Larg. 116
  • Descrição: Xairel rectangular contracurvado na parte inferior e com um recorte em arco na extremidade oposta, em veludo de seda azul petróleo, bordado a prata e a ouro, com aplicação de vidros vermelhos, galão dourado e guarnições de bronze dourado. É forrado a oleado negro e contornado lateral e inferiormente por tira de algodão azulada e pespontada a amarelo. O veludo apresenta-se alterado na sua cor original (coloração amarelo-esverdeada) e com inúmeras lacunas e rasgões; é duplamente agaloado, sendo o galão decorado com pequenos quadrifólios. O galão exterior mede 19 mm de largura e o interior 35 mm, apresentando-se ambos em mau estado de conservação. Cravadas entre os dois galões, quarenta e nove flores-de-lis em bronze dourado, das quais pendem cartelas recortadas e de centro em cabochão. Falta uma destas no canto inferior esquerdo. Imediatamente a seguir ao galão maior, um friso de espirais bordadas a ouro, todas elas com o centro pontuado por vidro facetado, vermelho ou rosa, num total de oitenta vidros. Estes, inscrevem-se num anel de prata, sobre o qual se desenvolve uma flor de canutilho com vestígios de douradura. O mesmo motivo define o eixo vertical da peça. Indícios de douradura apresenta também o bordado principal que ocupa as duas metades do xairel, desenhando duas coroas de carvalho, abertas, contendo o monograma transcrito. Todos estes elementos foram bordados a prata deitada e a canutilho sobre suporte, com aplicação de lantejoulas no eixo longitudinal das folhas. Através dos rasgões no veludo, vê-se o forro interno em estopa de linho, que não só confere maior consistência à peça, como evita o contacto directo entre o veludo e o forro exterior, de oleado negro. Este, apresenta pequenos orifícios circulares e três rasgões de junto ao recorte superior, por onde saem correias de couro castanho munidas de fivelas quadrangulares em metal fundido.A fivela central é de menores dimensões e distingue-se também das demais pelo facto de ser em latão e não metal branco. O xairel é uma manta feita de tecido ou couro, de formato tendencialmente retangular que cobre a garupa do cavalo atrás do selim. Era colocada por baixo ou junto a este para evitar ferimento ou atrito no dorso do cavalo.
  • Origem/Historial: Arreio de Cortesias da Família Mascarenhas (casa de Fronteira e Alorna- Marqueses de Fronteira e/ou Condes da Torre). Oferta de D. Julieta Penalva Mascarenhas, viúva de D. José de Mascarenhas (1882-1944), 11º Conde da Torre, pai do 9º Marquês de Fronteira. Terá pertencido a Carlos de Mascarenhas (1803-1861), militar associado ao movimento liberal e Gentil-Homem de D. Pedro V, chefe da actual linha familiar da Casa de Fronteira e Alorna e irmão de D. José Trasimundo(?) Mascarenhas (1802-1881) 7º Marquês de Fronteira. Esta montada oitocentista foi utilizada já no século XX pelos cavaleiros tauromáquicos D. Rui da Câmara (filho mais novo do 10º Conde da Ribeira Grande) e D. José de Mascarenhas, Conde da Torre.
  • Incorporação: Condessa da Torre, D. Julieta Penalva Mascarenhas.

Bibliografia

  • KEIL, Luís - Catálogo do Museu Nacional dos Coches, 1954,3ª ed.. Lisboa: 1954

Exposições

  • Tauromaquia

    • Lisboa, Museu Nacional dos Coches
    • Exposição Física

Multimédia

  • 7785.JPG

    Imagem
  • 7786.JPG

    Imagem
  • 7787.JPG

    Imagem
  • 8151.JPG

    Imagem
  • 8152.JPG

    Imagem
  • 8153.JPG

    Imagem