Rabeira do Arreio de montada de cavalaria para Cortesias da Família Mascarenhas

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: A 3171
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1830/1855
  • Dimensões (cm): Comp. 112 x Larg. 26.5
  • Descrição: Rabeira de forma trapezoidal regular em veludo azul-petróleo forrado a sarja de algodão, no interior estopa de linho. É bordada a ouro com aplicações de lantejolas, vidros vermelhos facetados e lâmina metálica cor-de rosa. Um folho de seda amarela pregueada com cordão felpudo azul contorna a peça. No interior uma forma irregular, fechada e simétrica segundo o eixo vertical, é delineada por um friso de vinte e oito espirais bordadas a ouro, todas elas com o centro pontuado por vidro facetado, vermelho ou rosa, estes inscrevem-se num anel de prata sobre o qual se desenvolve uma flor de canutilho com vestígios de douradura. Outros nove vidros inscritos apenas no anel de prata sobre flor de canutilho com vestígios de douradura. Nove estrelas/flores de diferentes tipos bordadas a canutilho e lantejoulas douradas sobre cartão (três igualmente com aplicações de lâmina metálica rosa relevada), encontram-se distríbuidas em redor do friso de espirais nos cantos, a meio dos lados e uma no centro da peça. A parte inferior é franjada a canutilho dourado sob o qual pendem 12 longas fitas de seda azul e amarela, presas entre si por fita de seda amarela aplicada horizontalmente, e por outras mais pequenas das quais pendem borlas (duas das quais soltas, seriam cinco no total). As borlas em seda azul e amarela (alternam as cores entre as borlas) e galão dourado decorado com quadrifólios sobre estrutura em gaze são franjadas a canutilho dourado. No seu interior círculo de arame dá-lhe a forma estando cheias de papel amachucado. Na parte posterior econtra-se aplicado cordão de algodão azul para suspender sobre a cauda do cavalo. O veludo apresenta-se alterado na sua cor original (coloração amarelo-esverdeada) e com alguns rasgões; os galões, bordados e aplicações apresenta-se em mau estado de conservação. Através dos rasgões no veludo, vê-se o forro interno em estopa de linho, que não só confere maior consistência à peça. Peça de Arreio de cortesias isto é um arreio de montada de cavalaria, ricamente adornado, com que são ajaezados os cavalos para o desfile inicial da corrida de touros à portuguesa designado por cortesias.
  • Origem/Historial: Arreio de Cortesias da Família Mascarenhas (casa de Fronteira e Alorna- Marqueses de Fronteira e/ou Condes da Torre). Oferta de D. Julieta Penalva Mascarenhas, viúva de D. José de Mascarenhas (1882-1944), 11º Conde da Torre, pai do 9º Marquês de Fronteira. Terá pertencido a Carlos de Mascarenhas (1803-1861), militar associado ao movimento liberal e Gentil-Homem de D. Pedro V, chefe da actual linha familiar da Casa de Fronteira e Alorna e irmão de D. José Trasimundo(?) Mascarenhas (1802-1881) 7º Marquês de Fronteira. Esta montada oitocentista foi utilizada já no século XX pelos cavaleiros tauromáquicos D. Rui da Câmara (filho mais novo do 10º Conde da Ribeira Grande) e D. José de Mascarenhas, Conde da Torre.
  • Incorporação: Condessa da Torre, D. Julieta Penalva Mascarenhas.

Bibliografia

  • KEIL, Luís - Catálogo do Museu Nacional dos Coches, 1964,4ª ed.. Lisboa: 1964
  • DOMINGUES-HELENO, Manuel H., Tourada Tradição Portuguesa, Barcelona, Clube El rei D.Duarte I, 2010

Exposições

  • Tauromaquia

    • Lisboa, Museu Nacional dos Coches
    • Exposição Física

Multimédia

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