Gualdrapa de Arreio de Montada da Família Mascarenhas

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: A 0495
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1830/1855
  • Dimensões (cm): Comp. 150 x Larg. 82
  • Descrição: Gualdrapa de veludo azul petróleo formada por duas peças simétricas contracurvadas nas faces exteriores com abertura ao centro, para encaixe da sela ao longo do eixo interior. As duas peças são presas entre si por atilhos numa das uniões, onde igualmente se encontram duas correias de couro afiveladas (possivelmente obra posterior) e cosida na restante. É forrada a oleado negro e contornado lateral e inferiormente por tira de algodão azulada e pespontada a amarelo. É bordada a ouro e prata nos quatro cantos do conjunto, com cercadura feita com galão dourado e pedras de vidro vermelho. É contornada com galão de seda dourada decorado com pequenos quadrifólios (35 mm de espessura) e franjada com fio torcido dourado (alternando entre um torcido mais largo e treze finos). Imediatamente a seguir ao galão, um friso de espirais bordadas a ouro, todas elas com o centro pontuado por vidro facetado, vermelho ou rosa, que fariam um total de aproximadamente sessenta e seis numa peça, e sessenta e oito na outra (neste momento muitos dos vidros perderam-se ou encontram-se em mau estado de conservação nas zonas mais próxima dos locais de erosão- zona de contacto com a sela e os louros). Estes vidros inscrevem-se num anel de prata sobre o qual se desenvolve uma flor de canutilho com vestígios de douradura. Indícios de douradura apresenta também o bordado principal que ocupa os cantos exteriores das duas metades da gualdrapa desenhando quatro coroas de carvalho, abertas. Estes elementos foram bordados a prata deitada e a canutilho sobre suporte, com aplicação de lantejoulas no eixo longitudinal das folhas. O veludo apresenta-se alterado na sua cor original (coloração amarelo-esverdeada) e com inúmeras lacunas e rasgões; o galão apresenta-se em mau estado de conservação. Através dos rasgões no veludo, vê-se o forro interno em estopa de linho, que não só confere maior consistência à peça, como evita o contacto directo entre o veludo e o forro exterior, de oleado negro. Gualdrapa é um atavio equestre de formato rectangular colocado de cada lado do dorso do cavalo com abertura ao centro para colocar a sela. Servia para proteger as ilhargas do cavalo da fricção das correias e das pernas do cavaleiro.
  • Origem/Historial: Arreio de Cortesias da Família Mascarenhas (casa de Fronteira e Alorna- Marqueses de Fronteira e/ou Condes da Torre). Oferta de D. Julieta Penalva Mascarenhas, viúva de D. José de Mascarenhas (1882-1944), 11º Conde da Torre, pai do 9º Marquês de Fronteira. Terá pertencido a Carlos de Mascarenhas (1803-1861), militar associado ao movimento liberal e Gentil-Homem de D. Pedro V, chefe da actual linha familiar da Casa de Fronteira e Alorna e irmão de D. José Trasimundo(?) Mascarenhas (1802-1881) 7º Marquês de Fronteira. Esta montada oitocentista foi utilizada já no século XX pelos cavaleiros tauromáquicos D. Rui da Câmara (filho mais novo do 10º Conde da Ribeira Grande) e D. José de Mascarenhas, Conde da Torre.
  • Incorporação: Condessa da Torre, D. Julieta Penalva Mascarenhas.

Bibliografia

  • KEIL, Luís - Catálogo do Museu Nacional dos Coches, 1964,4ª ed.. Lisboa: 1964

Exposições

  • Tauromaquia

    • Lisboa, Museu Nacional dos Coches
    • Exposição Física

Multimédia

  • 7792.JPG

    Imagem
  • 8159.JPG

    Imagem
  • 8160.JPG

    Imagem
  • 7793.JPG

    Imagem
  • 7794.JPG

    Imagem
  • 7795.JPG

    Imagem
  • 7796.JPG

    Imagem