Cabeçada do Arreio de montada de cavalaria para cortesias do 4º Marquês de Castelo Melhor, 2º

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: A 3180
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: Século 18
  • Técnica: Metal branco fundido em molde, soldado, vazado e puncionado.
  • Dimensões (cm): Comp. ca. 57
  • Descrição: Cabeçada em couro, revestida a fita de seda carmesim, com fivelas, passadeiras e guarnições em metal branco.As fivelas, em número de seis, têm secção sub-rectangular e são decoradas com aletas, folhagem e motivos concheados. As passadeiras, dispostas em grupos de três ao longo das correias que compõem a cabeçada, têm secção triangular (as das extremidades) e elíptica, a central; todas são ornamentadas com aletas e motivos vegetalistas e as primeiras apresentam ainda uma semiesfera. Sobre a testeira foi aplicada uma placa oblonga e vazada, também ornamentada com motivos fitomórficos e concheados, tendo ao centro o escudo descrito. No ponto de intersecção da testeira com as faceiras existem duas passadeiras em forma de quadrifólio relevado, inscrito num quadrado definido por quatro pétalas bilobadas e vazadas. Na cachaceira, fixo entre a correia de couro e a fita de seda, um suporte metálico cilíndrico munido de rosca no interior, destinado a receber o penacho, actualmente inexistente. Também a focinheira possui uma pequena placa losangular em metal branco, vazada e decorada com os motivos acima descritos. Peça de Arreio de cortesias isto é um arreio de montada de cavalaria, ricamente adornado, com que são ajaezados os cavalos para o desfile inicial da corrida de touros à portuguesa designado por cortesias.
  • Origem/Historial: As coroas de marquês que decoram a cabeçada associada a este arreio permitem-nos relacionar este arreio com o 4º Marquês de Castelo Melhor, D. João de Vasconcelos e Sousa Câmara Caminha Faro e Veiga (1841-1878). Foi Reposteiro-Mor e recusou a mercê de Par do Reino, que recebera por Carta de 6 de Maio de 1874. Estimado por D. Luís I, deixou o seu nome ligado à história da tauromaquia portuguesa, depois de ter toureado pela primeira vez em 1865, na Praça do Campo de Santana. Tomou também parte na tourada realizada a favor das vítimas da guerra civil de Espanha, em 1874, e foi um dos fundadores do Clube Tauromáquico. Nunca casou, deixando uma filha legitimada por declaração testamentária. Segundo as suas características decorativas a peça parece ser anterior ao 4º Marquês de Castelo-Melhor.
  • Incorporação: António Amaral de Figueiredo.

Bibliografia

  • DOMINGUES-HELENO, Manuel H., Tourada Tradição Portuguesa, Barcelona, Clube El rei D.Duarte I, 2010