Peia com guizeiras do Arreio de montada de cavalaria para cortesias do 4º Marquês de Castelo Melhor

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: A 3181
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1825/1850
  • Técnica: Metal branco repuxado, vazado e soldado.
  • Dimensões (cm): Comp. 84-104 x Larg. 7,5-19,5
  • Descrição: Peia constituída por correia de couro revestida no anverso a veludo de seda carmesim, com trinta e uma guizeiras em metal branco. A correia, que adelgaça progressivamente para as extremidades, é contornada por franja de seda tricolor (vermelha, branca e castanha), com fios de dois cabos e torção em "S". As guizeiras, originalmente em número de trinta e seis, organizam-se alternadamente em grupos de quatro ou cinco; são formadas por duas calotes esféricas unidas na base, tendo a superior dois orifícios circulares ligados entre si por incisão horizontal, e a inferior um aro soldado que trespassa o suporte de couro. Ao centro da peça existe uma passadeira larga e franjada, prolongada inferiormente por tira ponteaguda, também ela forrada a veludo liso. Nas extremidades da peia sobrepõem-se duas correias de couro, a maior com orifícios alinhados e a menor com fivela quadrangular em ferro. Peça de Arreio de cortesias isto é um arreio de montada de cavalaria, ricamente adornado, com que são ajaezados os cavalos para o desfile inicial da corrida de touros à portuguesa designado por cortesias.
  • Origem/Historial: As coroas de marquês que decoram a cabeçada associada a este arreio permitem-nos relacionar este arreio com o 4º Marquês de Castelo Melhor, D. João de Vasconcelos e Sousa Câmara Caminha Faro e Veiga (1841-1878). Foi Reposteiro-Mor e recusou a mercê de Par do Reino, que recebera por Carta de 6 de Maio de 1874. Estimado por D. Luís I, deixou o seu nome ligado à história da tauromaquia portuguesa, depois de ter toureado pela primeira vez em 1865, na Praça do Campo de Santana. Tomou também parte na tourada realizada a favor das vítimas da guerra civil de Espanha, em 1874, e foi um dos fundadores do Clube Tauromáquico. Nunca casou, deixando uma filha legitimada por declaração testamentária.
  • Incorporação: António Amaral de Figueiredo.