Pano de ancas e barrigueira do Arreio de montada de cavalaria para cortesias do 4º Marquês de Castelo Melhor

  • Museu: Museu Nacional dos Coches
  • Nº de Inventário: A 3179
  • Super Categoria: Arte
  • Categoria: Meios de transporte
  • Autor: Autor desconhecido (-)
  • Datação: 1825/1850
  • Técnica: Metal branco fundido em molde.
  • Dimensões (cm): Alt. 56 x Larg. 172
  • Descrição: Pano de ancas em couro, revestido no anverso a veludo de seda carmesim agaloado e franjado a seda tricolor (branca, vermelha e castanha). De secção rectangular e recorte bilobado na parte inferior, apresenta nos cantos superiores duas tiras horizontais, dobradas e pespontadas a branco. Duas argolas em couro forrado, de recorte interior rectangular e exterior contracurvado, foram cosidas à extremidade superior do pano, sendo cada uma delas rematada por fivela em metal branco. As fivelas, recatngulares, têm os lados abaulados, sendo os maiores marcados por dois lóbulos justapostos. O galão que contorna o pano (45 mm) é listado com as mesmas cores da franja, em fio de seda frouxo. Esta, tem início abaixo das tiras laterais e, na parte inferior da peça, assenta sobre uma correia de cabedal castanho com as orlas recortadas em pequenos lóbulos denteados e transfurados; em cima, foi aplicada entre o galão e o veludo, não na orla mas sobre a zona central. A barrigueira, destacável e igualmente agaloada a seda, é constituída por três correias forradas de veludo, sendo a maior, de suporte, a única agaloada. Sobre esta, junto às extremidades e voltadas para o exterior, foram aplicadas duas correias mais estreitas e ponteagudas, destinadas a encaixar nas fivelas do pano de ancas.
  • Origem/Historial: As coroas de marquês que decoram a cabeçada associada a este arreio permitem-nos relacionar este arreio com o 4º Marquês de Castelo Melhor, D. João de Vasconcelos e Sousa Câmara Caminha Faro e Veiga (1841-1878). Foi Reposteiro-Mor e recusou a mercê de Par do Reino, que recebera por Carta de 6 de Maio de 1874. Estimado por D. Luís I, deixou o seu nome ligado à história da tauromaquia portuguesa, depois de ter toureado pela primeira vez em 1865, na Praça do Campo de Santana. Tomou também parte na tourada realizada a favor das vítimas da guerra civil de Espanha, em 1874, e foi um dos fundadores do Clube Tauromáquico. Nunca casou, deixando uma filha legitimada por declaração testamentária.
  • Incorporação: António Amaral de Figueiredo.